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Escola e posto de saúde: indígena apontada como 1ª cacique mulher do Brasil melhora vida em aldeia

Maria Lourdes da Conceição Alves é de Aquiraz, no Ceará, e lidera o povo Jenipapo-Kanindé

28 abr 2024 - 05h00
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Resumo
A cacique Pequena Maria Lourdes, apontada como a primeira mulher cacique do Brasil, trabalha há anos em prol do seu povo, Jenipapo-Kanindé. Ela liderou o processo de demarcação de terra indígena, entre outras conquistas.
Cacique Pequena assumiu a posição em 1995 e deste então luta pelo seu povo, os Jenipapo-Kanindé
Cacique Pequena assumiu a posição em 1995 e deste então luta pelo seu povo, os Jenipapo-Kanindé
Foto: Reprodução: Instagram/aldeia_jk

Apontada como a primeira mulher a ser reconhecida como cacique do Brasil, apesar da inexistência de registros oficiais, Maria Lourdes da Conceição Alves, de 79 anos, a cacique Pequena, ocupa a posição desde 1995. Ela lidera o povo Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz, no Ceará.

“Eu, como mulher, tinha que defender o povo que precisava tanto da minha ajuda. E foi isso que eu fiz, trabalhando fortemente para trazer benefícios para dentro do lugar, para ajudar [o povo]”, disse a cacique em vídeo postado em comemoração ao seu aniversário, no dia 25 de março deste ano.

Uma das suas realizações mais notáveis foi liderar o processo de demarcação de terra indígena de sua comunidade. Além disso, os Jenipapo-Kanindé já alcançaram outras conquistas significativas, como a instalação da energia elétrica, um posto de saúde e uma escola indígena.

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"Nós vivíamos caladinhos"

Em um vídeo compartilhado no perfil do Instagram de sua comunidade, um dos poucos registros em redes sociais da cacique, ela enfatizou as mudanças vivenciadas pelos indígenas ao longo dos séculos no Brasil.

Cacique Pequena ressaltou que, antigamente, os indígenas não eram livres e precisavam silenciar suas vozes para sobreviver. “Nós vivíamos caladinhos, sofremos esse tempo todo, de 500 anos até os anos de 1980”, relembrou.

Cacique Pequena nomeou as filhas Juliana e Jurema como suas sucessoras. As duas, agora, compartilham com a mãe a responsabilidade de liderar o povo Jenipapo-Kanindé.

“Ela rompeu a barreira do machismo de só existir caciques homens e traz isso como ensinamentos diários, de que é preciso acreditarmos, primeiramente, em nós mesmos, e que a luta se faz com muito respeito e humildade”, declarou Juliana ao Terra NÓS no ano passado.

Fonte: Redação Nós
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