Curta de cineasta Yanomami é premiado no Festival de Gramado
Considerado o primeiro cineasta do povo Yanomami, Morzaniel Iramari recebeu o Kikito de melhor fotografia e o prêmio especial do júri
O documentário "Mãri hi - A Árvore do Sonho" ganhou dois prêmios na sexta-feira (18) na 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado. O curta-metragem aborda a cultura e conhecimento do povo indígena Yanomami em relação aos sonhos.
Dirigido por Morzaniel Iramari, a produção recebeu o Kikito, nome do troféu do festival, de melhor fotografia e o prêmio especial do júri. O filme contou com a participação de Davi Kopenawa, escritor, xamã e líder político Yanomami.
"Eu não tinha ideia que ia ganhar, apenas pensava na possibilidade. Quando chamaram o curta-metragem e começaram a falar da melhor fotografia, e apareceu a minha imagem, fiquei muito emocionado. Foi uma honra para mim, quase não respirava, levantei e recebi. Quando teve a crítica do júri, eu levantei de novo, mas não conseguia falar em público tamanha a emoção, me senti muito feliz”, contou Morzaniel em entrevista ao site "O Liberal".
O Festival de Cinema de Gramado acontece na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, e é uma das premiações mais importantes do cinema na América Latina.
"Mãri hi - A árvore do Sonho" é o terceiro filme que o cineasta produziu. "A Casa dos Espíritos" e "Curadores da Terra- Floresta" foram obras cinematográficas realizadas por Morzaniel em 2010 e 2014, respectivamente.