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Principais jornais dos EUA repetem a falha da TV americana

Quinta, 09 de novembro de 2000, 02h34min
Os americanos acordaram ontem lendo jornais que davam a vitória ao candidato presidencial republicano George W. Bush sobre seu rival democrata Al Gore. Isso incluiu os influentes The Washington Post, The New York Times e centenas de matutinos de uma costa à outra. Já os milhares de usuários de computador pessoal amanheceram com uma visão bem diferente.

Tanto Bush quanto Gore pode ser o presidente eleito dos Estados Unidos, indicavam as edições on-line desses mesmos jornais.

Às 3 horas, o Washington Post e o New York Times anunciaram em suas edições on-line: "Bush venceu." Uma hora mais tarde, os títulos on-line eram bem mais cautelosos. O Washington Post dizia: "Bush e Gore travam disputa acirrada." Enquanto isso, o New York Times trazia um título similar e dizia que a Flórida "podia ser decisiva". Se as eleições de 1960 abriram a era da informação televisiva, estas parecem ter dado à Internet um lugar do qual dificilmente será desalojada no futuro.

Precipitação - Já as principais redes de TV americanas, que anunciaram a vitória de Bush às 5h20, precipitaram-se ao anunciarem que ele seria o próximo inquilino da Casa Branca. A Fox, CNN, ABC, NBC e CBS, que usavam as mesmas projeções de voto, davam os 25 votos eleitorais da Flórida ao candidato republicano, que naquele momento contava com 246 dos 270 votos eleitorais necessários para chegar à Casa Branca. "Bush vencedor" foi anunciado em milhares de televisores nos EUA e em outros países. Em poucos minutos, líderes da Rússia e da maioria das potências européias começaram a dar os parabéns a Bush pela vitória (ler ao lado). Meia hora mais tarde, as redes informavam que os resultados eram muito apertados para proclamar-se um vencedor.

Alternância - Nos mapas usados pela CNN para ilustrar os resultados, a Flórida teve cor azul (democrata), amarela (indeterminado), depois vermelha (republicana), voltando outra vez para amarela.

Às 19 horas, as redes de TV começaram a substituir as legendas de "vencedor" por outras que informavam que a margem mínima tornava impossível dizer quem vencera. Também as edições na Internet tiveram de ser alteradas.

A noite eleitoral passou, assim, imediatamente para os livros de história e, para as redes de televisão, o erro monumental permanecerá gravado por muito tempo.

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Copyright 2000 AFP

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