Mais alto que a Torre Eiffel: o trem no Tibete que desafia as nuvens e as leis da física
Ferrovia atravessa regiões onde o ar é tão rarefeito que cada passageiro pode precisar de oxigênio suplementar durante o trajeto
Viajar de trem costuma ser uma experiência tranquila, mas existe uma ferrovia na Ásia em que o maior desafio é respirar dentro dos vagões. Em diversos trechos do percurso, os passageiros viajam acima dos 5 mil metros de altitude, onde há cerca de 40% menos oxigênio do que ao nível do mar.
Para tornar a viagem possível, além de um sistema que aumenta a concentração de oxigênio dentro do trem, cada passageiro tem à disposição uma saída individual de oxigênio, semelhante às usadas em hospitais, para ser utilizada caso surjam sintomas do mal da altitude.
É por isso que a ferrovia Qinghai-Tibete é considerada uma das obras ferroviárias mais impressionantes já construídas.
Trem viaja em uma altura de 15 Torres Eiffel
A ferrovia Qinghai-Tibete a cidade de Xining, na província chinesa de Qinghai, até Lhasa, capital da Região Autônoma do Tibete. Ao todo, são aproximadamente 1.956 quilômetros atravessando o Planalto Tibetano, uma das regiões habitadas mais altas do planeta.
O ponto mais alto da viagem é o Passo Tanggula, que fica a cerca de 5.072 metros acima do nível do mar.
Para efeito de comparação, a Torre Eiffel, em Paris, mede 330 metros. Ou seja, o trem chega a circular em uma altitude equivalente a mais de 15 Torres Eiffel empilhadas — ou quase cinco quilômetros acima do nível do mar.
Ar rarefeito é uma característica comum na travessia
Em grandes altitues, o ar fica rarefeito. Isso significa que há menos moléculas de oxigênio em cada inspiração. Por isso, quando uma pessoa ...
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