Há tão poucos navios dispostos a atravessar Ormuz que utilizar um petroleiro já custa mais de um milhão de dólares por dia; e vamos sentir isso no posto de gasolina
O custo diário de fretar um navio acaba de superar a marca de um milhão de dólares pela primeira vez na história, segundo a Bloomberg
O frete de navios-tanque no Estreito de Ormuz superou, pela primeira vez, um milhão de dólares por dia, impulsionado pelas tensões com o Irã e pela escassez de embarcações dispostas a navegar na área. Mesmo com rotas alternativas mais curtas para mitigar os riscos, os custos continuam elevados. Como o transporte marítimo encareceu drasticamente, essa alta histórica no valor dos petroleiros impactará a cadeia de distribuição, refletindo-se diretamente no preço dos combustíveis para o consumidor final.
Nunca foi tão caro fretar um navio-tanque, e isso tem um impacto direto no preço do petróleo que, indiscutivelmente, acabaremos pagando. Na rota mais monitorada do setor, o custo diário de fretamento de uma embarcação acaba de superar a marca de um milhão de dólares pela primeira vez na história, segundo dados da Baltic Exchange divulgados pela Bloomberg.
O motivo é a tensão em torno do Irã, que deixou pouquíssimos navios dispostos a navegar pelo Estreito de Ormuz; aqueles que o fazem estão cobrando valores elevados em consequência disso.
Cadeia de preços
As tarifas dos navios-tanque repercutem diretamente no preço do combustível que chega aos postos e fábricas de todo o mundo. Assim, quando o transporte de petróleo bruto custa tanto por dia, esse gasto adicional acaba aparecendo em algum outro ponto da cadeia — geralmente, na conta do consumidor.
Em detalhes
Navios que transportam petróleo bruto do interior do Golfo Pérsico para a China estão sendo fretados agora por 1,035 milhão de dólares (cerca de R$ 5,3 milhões) ao dia, segundo a Bloomberg. Na verdade, essa rota de referência tornou-se menos representativa do mercado real durante o conflito, pois a maior parte do petróleo do Golfo já não sai por essa via.
Em vez disso, os exportadores passaram a transportar barris através de Ormuz em trajetos curtos para que sejam recolhidos por navios-tanque que aguardam logo na saída do estreito, evitando assim o trecho mais arriscado.
Nem mesmo essa opção é mais barata, já que transportar ...
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