Waymo vai testar carro autônomo em Nova York em setembro; será que vai dar ruim?
Táxis autônomos terão que enfrentar condições de trânsito bem mais difíceis e sucesso poderá decidir futuro da implantação do serviço
A Waymo anunciou que irá começar a operar seus táxis autônomos em Nova York. O que poderia ser apenas um simples anúncio, disfarça o desafio que será operar numa cidade como Nova York. Serão oito unidades dos Jaguar I-Pace usados pela empresa rodando por Manhattan e Brooklin, driblando o trânsito pesado e imprevisível dos quarteirões da Grande Maçã.
Até então, os táxis da Waymo só rodavam em cidades como São Francisco, Phoenix ou Austin, bem menores, onde é mais fácil prever a movimentação dos arredores e controlar o carro. Em Nova York o cenário é diferente, com ciclistas, pedestres atravessando fora das faixas, buzinas, carros parados em todo lugar.
A empresa diz que seus carros são muito mais seguros do que os conduzidos por humanos, com dados internos mostrando 88% menos acidentes que causaram ferimentos envolvendo carros da Waymo em relação aos carros comuns.
O anúncio dos táxis da Waymo em Nova York vem junto com a expansão das ambições dos Robotaxis da Tesla, sua principal concorrente. Depois de lançar o projeto em Austin, no Texas, a Tesla revelou que já trabalha na próxima cidade a receber o serviço.
No entanto, o sistema da Tesla ainda é visto com ressalvas, principalmente pelo ex-CEO da Waymo, John Kraficik, que afirmou "ainda estar esperando os Robotaxis mostrarem algo que realmente pareça com verdadeira autonomia". Segundo o executivo, a necessidade de um motorista de apoio mostra que a tecnologia ainda não está pronta.
Conquistar Nova York para a Waymo não é apenas um marco tecnológico, mas também simbólico, que deverá fortalecer seu argumento para implantação em mais cidades nos Estados Unidos. Se a empresa se sair bem em NY, servirá como resposta às críticas ao sistema.
Também mostrará aos novaiorquinos que os táxis autônomos podem deixar a rotina de deslocamento diário mais confortável, segura e prática. E se eles conseguirem funcionar em Nova York, é bem provável que conseguirão funcionar em qualquer lugar.
Siga o Jornal do Carro nas redes sociais!