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Vai viajar com os pets? Saiba como transportar os animais de estimação em segurança

Da escolha da caixa de transporte à do cinto de segurança, passando pelo planejamento de paradas, cada detalhe faz a diferença ao transportar cães e gatos

6 jun 2026 - 05h29
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Cachorros e gatos se tornaram membros da família dos brasileiros e, portanto, o transporte deles é preocupação cada vez mais presente. Levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e pelo Instituto Pet Brasil, aponta que, em 2024, o país já abrigava aproximadamente 160 milhões de pets, o que corresponde a uma média de 2,2 animais por residência. Hoje, o Brasil tem a terceira maior população de pets do planeta.

Por isso, é natural que o transporte dos animais no carro se torne uma realidade. Seja nos deslocamentos diários ou em viagens mais longas, é preciso tomar uma série de precauções para que os trajetos com cães e gatos sejam tranquilos e sem incidentes.

"A segurança e o conforto do pet devem vir sempre em primeiro lugar. O cuidado principal e inegociável é nunca deixar o animal solto no carro", afirma Pedro Risolia, médico-veterinário da Petlove. "Além de ser uma infração de trânsito que coloca a segurança de todos em risco em caso de frenagens bruscas, gera estresse para o pet".

Escolhendo o equipamento ideal

Para começar, um fator importante a se levar em conta na hora de escolher o método de transporte é o porte do animal. Cachorros e gatos menores viajam melhor em caixas rígidas, que funcionam como uma "toca". Elas devem ser presas ao cinto de segurança do banco.

Animais maiores devem ser presos com cintos automotivos específicos para pets. Ao contrário do que acontece com as cadeiras de crianças, não há uma legislação unificada que garanta a segurança dos acessórios. "O recomendado é buscar produtos de marcas reconhecidas e confiáveis. O tutor deve observar a qualidade do material, como nylon grosso, semelhante ao cinto do carro, costuras reforçadas e mosquetões de metal resistente", diz Risolia.

Transportar o animal no colo, à esquerda ou entre os braços e pernas do condutor é uma infração média (Art. 252), com multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH. Já viajar com o animal solto dentro do carro, causando distração ao motorista, é uma infração leve (Art. 169), multa de R$ 88,38 e 3 pontos na carteira.

Um levantamento da AAA Foundation for Traffic Safety indica que cerca de 65% dos tutores admitem já ter dirigido com seus pets sem qualquer tipo de contenção - infrações que podem ser punidas com multas, mas que revelam outros riscos.

A imagem divertida do cachorro com a cabeça na janela, aproveitando o vento, esconde sérios perigos. "Além do risco óbvio de o animal pular ou ser arremessado, o vento forte no rosto pode causar lesões oculares graves, por conta da poeira, insetos e pequenos detritos que agem como projéteis, e problemas auditivos ou inflamações, as otites, devido à forte corrente de ar entrando nos ouvidos", alerta o médico veterinário Pedro Risolia.

Além disso, no caso de um acidente, os airbags podem causar ferimentos fatais nos animais, já que eles foram projetados para a estrutura óssea de humanos. O recomendado é que eles viajem sempre no banco de trás, devidamente presos com cintos.

Estadão
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