A Ferrari jamais esquecerá a temporada de Fórmula 1 de 1982: o ano em que uma traição prenunciou a tragédia de Gilles Villeneuve
"Nunca mais falarei com ele", disse Gilles Villeneuve sobre seu companheiro de equipe antes da tragédia
A Fórmula 1, além dos resultados, é feita de uma história que a enriquece. E a Ferrari faz parte de muitas dessas histórias. Os eventos da temporada de 1982 estão entre os mais memoráveis pela natureza épica e dramática que a envolveu. Era uma era diferente, carros diferentes e, portanto, pilotos diferentes. Porém, a mesma lenda, a Fórmula 1.
A Ferrari tinha uma sólida dupla de pilotos. Gilles Villeneuve era o ídolo dos fãs, o piloto mais amado que os tifosi já tiveram, enquanto Didier Pironi era a grande esperança francesa, entrando em sua segunda temporada com a Scuderia.
Com um carro muito rápido, que já havia feito todos esquecerem a má temporada anterior da equipe, a perspectiva na Ferrari não poderia ser melhor. Nada prenunciava que um futuro tão promissor estava prestes a tomar um rumo tão dramático e trágico.
A disputa interna custou à Ferrari o campeonato e a vida de seus pilotos
Tudo começou na quarta corrida do campeonato, o Grande Prêmio de San Marino, no circuito de Imola. As Ferraris largaram em terceiro e quarto, embora Villeneuve tivesse sido 1,3 segundos mais rápido que seu companheiro de equipe na classificação. Os carros da Renault ocuparam a primeira fila e pareciam imbatíveis; no entanto, problemas no motor forçaram seus pilotos a abandonar a corrida.
Villeneuve liderava com uma vantagem considerável sobre seu companheiro de equipe, Pironi, que estava em segundo lugar. Porém, a Ferrari ordenou que a equipe reduzisse a velocidade e mantivesse suas posições na...
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