Sony anuncia o fim dos jogos em disco para PlayStation a partir de 2028
Mudança vale para PS4, PS5 e futuros consoles; lançamentos passarão a ser apenas em formato digital, inclusive exclusivos
A Sony confirmou uma mudança significativa para a indústria dos videogames: a partir de janeiro de 2028, todos os jogos lançados para consoles PlayStation, incluindo PS4, PS5 e eventuais gerações futuras, como o PS6, deixarão de ser disponibilizados em mídia física. Segundo o PlayStation Blog, a decisão encerra uma era iniciada nos anos 1990 e torna a Sony a primeira grande fabricante de consoles a anunciar oficialmente a eliminação do formato físico em sua linha de jogos.
A mudança abrange tanto os exclusivos da plataforma, como as franquias God of War e Uncharted, quanto títulos third-party, de estúdios externos. Na prática, porém, isso não significa necessariamente o fim das caixas nas prateleiras: seguindo um modelo semelhante ao adotado recentemente por GTA 6, os jogos poderão continuar sendo vendidos em embalagens físicas, mas contendo apenas um código de download, sem disco.
"Essa é uma direção natural para a Sony Interactive Entertainment se adaptar às tendências de consumo, visto que a preferência por mídia digital supera significativamente a por discos físicos", afirmou a empresa em comunicado. "Essa transição nos permitirá alinhar melhor nossas ações à forma como a maior parte da nossa comunidade prefere acessar e jogar atualmente." A Sony também garantiu que seguirá investindo em novas formas de acesso aos jogos, seja pela PlayStation Store ou por meio de varejistas parceiros.
A decisão vem em um momento em que a indústria de games acelera a migração para o digital. No início do ano, a Sony aumentou o preço do PS5 pela segunda vez em 12 meses, citando pressões na cadeia global de componentes. A Microsoft, por sua vez, confirmou recentemente reajustes de US$ 100 a US$ 150 nos consoles Xbox, justificando que os custos de memória e armazenamento mais do que dobraram. Nesse cenário, eliminar a produção de discos também pode reduzir custos de fabricação e logística para a Sony.
A reação do público, no entanto, tende a ser dividida. O debate sobre a propriedade do conteúdo digital ganhou força quando a própria Sony enviou comunicados a usuários do PlayStation informando que mais de 550 filmes comprados seriam removidos das bibliotecas digitais em setembro, devido ao encerramento de contratos de licenciamento com a Studio Canal. O episódio reforçou a preocupação de que, no modelo digital, o consumidor não é efetivamente dono do que compra — e o fim dos discos elimina a principal alternativa para quem busca manter acesso permanente ao conteúdo adquirido.
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