Jogamos: Warborne Above Ashes aposta no PvP frenético em um mundo vivo e desafiador
Testamos o MMO que mistura batalhas em tempo real e progressão de base
O gênero MMO tem mantido uma base fiel ao longo dos anos, mas nem sempre consegue apresentar novidades que realmente prendem o jogador. Warborne Above Ashes busca ocupar esse espaço trazendo um mundo em constante movimento, no qual facções se enfrentam e o PvP dita o ritmo da experiência.
Logo no começo, o jogo já exige que o jogador escolha um lado para seguir, e a partir daí a progressão passa a ser marcada tanto pelo desenvolvimento da sua base quanto pelos confrontos contra outros participantes. A proposta é clara: criar um universo competitivo, ativo e cheio de possibilidades para quem gosta de se aventurar em cenários online de larga escala.
Em meio a um caos online
Não há muito o que dizer sobre a trama em si. No início, temos uma breve historinha que serve apenas para contextualizar o universo do jogo. Logo de cara, é preciso escolher uma das facções disponíveis: Creferro, Shroud, Magnatas, Sirius, Ashen ou Selvabrasa. Gostei bastante da escolha da desenvolvedora em posicionar essas facções próximas no mapa, o que reforça a sensação de peso daquele mundo e evidencia como cada uma delas é distinta.
Outro ponto interessante é que cada facção oferece recursos exclusivos. Os Magnatas, por exemplo, podem reduzir o custo de meteoritos vendidos pelos comerciantes, enquanto os Shroud possuem visão noturna com maior alcance e podem recarregar habilidades mais rapidamente. Essa variedade faz com que a escolha de facção seja decisiva, já que cada uma delas é beneficial que podem se tornar sua marca favorita dentro do jogo.
Ainda assim, senti que apenas arranhei a superfície do mapa, que é bem extenso. O jogo nos coloca inicialmente em uma área afastada da região principal da facção escolhida, e chegar até lá leva um bom tempo, principalmente durante as missões introdutórias que funcionam como tutorial antes do mergulho definitivo no PvP.
Por ser um MMO, a jogabilidade não foge muito do esperado. O combate é tradicional, com golpes mapeados e enfrentamentos que consistem basicamente em selecionar um inimigo e assistir enquanto o personagem desfere ataques e habilidades até derrotá-lo. O diferencial está no mundo ativo, cheio de jogadores interagindo, e no PvP frenético, com batalhas em tempo real e muitas pessoas na tela ao mesmo tempo.
Além disso, o jogo conta com um sistema de construção de bases que pode ser expandido para liberar funções essenciais. É possível instalar um extrator para mineração, ativar a rede de transporte que conecta pontos importantes do mapa (sobretudo os ligados à facção), utilizar a mesa de reparo para consertar equipamentos, investir na cápsula que fortalece ainda mais o derivante e, talvez o recurso mais relevante, acessar o teletransportador que leva direto ao bazar subterrâneo.
Esse bazar é um dos locais mais relevantes do jogo. Muitos comerciantes estão vinculados ao nível do personagem, especialmente a casa de leilão, mas também há NPCs com funções específicas, como o comerciante de fenda, que vende MODs para serem aplicados em máquinas próximas. Ainda assim, os destaques ficam para a casa do comércio e a taverna. A primeira permite adquirir novos equipamentos que muitas vezes trazem habilidades extras, inclusive roupas com vantagens únicas.
Já a taverna é onde podemos recrutar novos derivantes. O jogo começa oferecendo Zero, um aliado útil no início, mas os personagens disponíveis depois chamam atenção pelo visual e habilidades. Isso, por exemplo, foi a que mais me interessou, por lutar montada em um robô que lança ácido e causa dano em área. Esses personagens são definidos por atributos como força, agilidade, inteligência e logística. Embora essas características não mudem drasticamente a jogabilidade, ainda influenciam os equipamentos. Arcos são associados à agilidade, espadas à força e canhões à inteligência, mas o jogo permite usar qualquer item mesmo sem o atributo correspondente. Izzy, mesmo sendo um tanque voltado para força, pode empunhar arcos sem problema.
Outro ponto positivo é que, apesar de a Steam não informar, o jogo conta com legendas em português do Brasil. Os textos de poderes e habilidades estão bem localizados, o que ajuda a entender exatamente o efeito de cada golpe. O único problema é que, em alguns momentos, aparecem termos em outros idiomas, quebrando um pouco a consistência.
Considerações
Warborne Above Ashes mostra seu valor quando coloca o jogador diante de batalhas intensas contra outros participantes. A estrutura clássica dos MMOs ainda está presente, mas ganha fôlego graças ao PvP acelerado e ao mundo dinâmico que nunca para de se transformar. Recursos como a criação de bases, o bazar subterrâneo e o recrutamento de derivantes acrescentam variedade ao progresso, tornando a jornada mais estratégica. Mesmo com algumas escolhas tradicionais, o jogo consegue se destacar pelo ritmo das disputas e pelo senso constante de competitividade.
Warborne Above Ashes estará disponível em 19 de setembro para PC, podendo ser jogado de forma gratuita.
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