Jogamos: Temporada 4 de Battlefield 6 faz a guerra voltar ao centro da experiência
Novo mapa, combates marítimos e veículos inéditos mostram que a DICE finalmente voltou a apostar no que a franquia faz de melhor
Nem parece que já vai fazer quase um ano que Battlefield 6 foi lançado. Mesmo com todo o sucesso inicial, dá para dizer que a desenvolvedora acabou deixando a peteca cair. Muito da fama que o título conquistou foi diminuindo aos poucos, isso enquanto sua principal concorrente passava por um momento ruim e Battlefield tinha todas as cartas na mesa para ficar sozinho nos holofotes.
Agora, na Temporada 4, novamente entramos na questão de como a própria DICE precisa trazer de volta o público que foi embora depois de outras temporadas terem entregado muito pouco conteúdo e, principalmente, pela ausência de mapas realmente memoráveis. Isso a ponto de recorrerem até mesmo à reimaginação de um mapa de Battlefield 3 na temporada anterior.
Podendo jogar de forma antecipada, o principal atrativo desta temporada finalmente passa a sensação de que Battlefield 6 encontrou o caminho que havia perdido nos últimos conteúdos entregues, que é justamente trazer um mapa que faça o jogador realmente se sentir em um campo de guerra.
Quem jogou bastante Battlefield 4 e Battlefield V sabe que alguns dos mapas mais emblemáticos da franquia giravam justamente em torno da água. Nesta quarta temporada de Battlefield 6, o grande foco está nas guerras navais. Como de costume, as temporadas são divididas em fases, e a primeira delas adiciona um dos maiores mapas já feitos para a franquia, o inédito Recifes de Tsuru.
Esse mapa realmente faz jus ao marketing que a EA está fazendo em cima dele. Jogando, tive a sensação de estar explorando apenas uma pequena parte do que ele oferece, principalmente pelo número de bandeiras presentes, indo da letra A até a I. No primeiro contato, a impressão foi de estar jogando uma versão ainda mais aprimorada de Paracel Storm e Hainan Resort, dois dos melhores mapas de Battlefield.
Outro ponto muito forte do mapa é como ele impressiona visualmente. A escolha de um arquipélago localizado no Pacífico foi mais do que acertada. O aspecto tropical chama bastante atenção e, mesmo no meu notebook, que já é um pouco mais humilde, ele conseguiu rodar muito bem, mesmo sendo um mapa gigantesco, cheio de água, com um resort enorme e uma iluminação muito bonita.
Dentre as novidades, também temos novos veículos que combinam perfeitamente com a proposta dos combates navais e terrestres. Um deles é o NSW, anteriormente visto no REDSEC, que é basicamente um bote inflável equipado com metralhadoras. Também temos o RCB-90, que funciona quase como uma base móvel sobre a água, capaz de enfrentar inimigos no céu, no mar e em terra, além de transportar toda a equipe até a costa do mapa.
Essa parte das guerras navais, que é justamente o foco da temporada, ficou muito boa graças à chegada desses novos veículos e também pela adição da mecânica de ondas. Agora, além de se preocupar com as outras embarcações, também é preciso ficar atento à forma como as ondas podem desestabilizar nossos veículos.
Durante o teste, foi uma das armas que mais gostei de usar, principalmente por praticamente não ter recuo. Ainda nesta primeira fase também chega a carabina Brod 3, que já não me agradou tanto. Nunca fui muito fã de carabinas na série Battlefield, já que costumam funcionar melhor em médias e curtas distâncias, mas quem gosta desse estilo de arma provavelmente vai aproveitar bastante.
Além dessas armas da primeira fase, também temos o DMR VSSM, outra arma bem familiar para quem joga outros FPS, já que ela lembra bastante a AS Val. Mesmo sendo um DMR, ela acaba sendo divertida justamente por ser automática, já vir equipada com silenciador desde o início e apresentar um recuo muito baixo, algo incomum para uma arma dessa categoria, que normalmente é semiautomática.
Considerações
Ainda é cedo para dizer se a Temporada 4 será suficiente para trazer de volta quem abandonou Battlefield 6 nos últimos meses, principalmente porque boa parte do conteúdo chegará em etapas. Mesmo assim, o primeiro contato deixa uma impressão bastante positiva. O novo mapa consegue entregar a escala que a franquia sempre teve como marca registrada, enquanto os veículos e as guerras navais renovam as partidas sem parecer apenas mais uma atualização de rotina. Se a DICE mantiver esse nível nas próximas etapas da temporada, finalmente existe um bom motivo para acreditar que Battlefield 6 voltou a encontrar sua identidade.
Battlefield 6 está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series.
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