PUBLICIDADE

Como montar um computador gamer?

Pensando em montar um PC Gamer em 2021? Nós te ajudamos nesse desafio e mostraremos que é mais fácil do que você imagina

27 set 2021 17h33
| atualizado em 28/9/2021 às 10h24
ver comentários
Publicidade
Foto:

Montar um PC Gamer é o objetivo de inúmeros jogadores, seja pela flexibilidade que um computador nos dá, ou pela vontade de rodar todos os games na qualidade máxima e com taxas de quadros altíssimas. Pensando nisso, elaboramos um guia para montar a sua máquina gamer sem dor de cabeça (ou quase sem).

Antes de começar, precisamos esclarecer alguns pormenores. Atualmente o mercado de eletrônicos sofre um grande problema: a falta de disponibilidade de produtos, que ocasiona uma explosão no valor de placas de vídeo e hardware como um todo. O motivo do por trás do problema envolve fatores logísticos e relacionados à pandemia da COVID-19, e também à alta do dólar, portanto é extremamente complicado montar um PC Gamer sem extrapolar alguns preços. A ideia de custo x benefício está cada vez mais distante da nossa realidade.

Além disso, reforçamos que a ideia de rodar todos os seus games na qualidade Ultra não é das melhores. Isso acontece pois há uma perda de performance muito grande em comparação com o salto de qualidade de imagem, que geralmente é pouco perceptível em comparação com o Alto ou Muito alto dos jogos. Por isso, avalie bem a sua situação financeira e suas expectativas para a máquina.

Quais são os componentes de um PC Gamer?

Processador

Foto: Bruno Martinez

Começando pelo processador, ou a CPU, essa é a peça que realiza todo o cálculo lógico para o seu sistema funcionar, sendo dividido quanto aos núcleos, ou seja, pequenas unidades de processamento para realizar tarefas de forma independente. Há também as threads, que são processos criados para executar tarefas mais rapidamente conforme a quantidade.

Em jogos, títulos com multiplayer online e mapas abertos, como Call of Duty: Warzone e Fortnite costumam exigir muito de processadores, e é recomendado investir pelo menos em CPUs com 6 núcleos. O mesmo acontece para títulos offline, como Assassin’s Creed Valhalla e Red Dead Redemption II.

Atualmente temos um duopólio de processadores para computadores. A AMD atua com sua linha Ryzen, enquanto a Intel tem os produtos de mesmo nome. Os Ryzen são divididos em Ryzen 3, correspondendo às CPUs de entrada; Ryzen 5 como intermediários, Ryzen 7 de alta performance e Ryzen 9, os topo de linha. Na Intel não é diferente: Intel Core i3 (entrada), Intel Core i5 (intermediário), Intel Core i7 (alta performance), Intel Core i9 (topo de linha).

Um processador pode ser considerado quase como o coração do seu computador, então antes de escolher essa peça você precisa se perguntar qual será o uso da máquina. Para jogos competitivos ou mais leves, apostar em processador de entrada ou intermediários é uma boa ideia. Já se quiser se aventurar nos lançamentos AAA do mercado, é bom começar de um intermediário ou cogitar um de alta performance caso queira colocar tudo no Ultra.

Embora os Ryzen 9 e Intel Core i9 sejam os mais poderosos da atualidade, não recomendamos esses processadores somente para jogos. O valor será alto demais, e sua máquina estará bem equipada com modelos de alta performance, como i7 ou Ryzen 7.

Uma boa dica é procurar as especificações técnicas dos games que você pretende jogar. Dessa forma, dá para ter um bom balanço entre a performance e as peças que vai precisar. 

Placa-mãe

Foto: Bruno Martinez

A placa-mãe é a peça que reúne todas as peças de um PC, e junta todos esses comandos para que eles funcionem de forma conjunta. É importante se atentar que cada placa-mãe possui um tipo de soquete para o processador. O soquete é o encaixe da CPU na placa, e a AMD e Intel utilizam padrões diferentes e de tempos em tempos atualizam essa entrada conforme a chegada das novas gerações de seus produtos. 

Dessa forma, você não consegue encaixar um processador em uma placa-mãe que não seja compatível com ele. Atente-se, pois mesmo uma placa-mãe feita para Intel pode não funcionar com um determinado processador da marca, pois ele pode ser mais velho ou mais novo e não ser compatível com a tecnologia. O mesmo vale para a AMD. Atualmente a Intel utiliza o soquete LGA 1200 para a 11ª Geração de processadores, enquanto a AMD faz uso do AM4+ para a família Ryzen 5000. Na dúvida, sempre se informe nos sites oficiais das mainboards.

Escolher uma boa placa-mãe é sinônimo de estabilidade no sistema, portanto escolha marcas confiáveis, como ASUS, Gigabyte e MSI, por exemplo. Também não se esqueça de procurar por placas com todas as entradas (USB, HDMI, DisplayPort, rede, etc) e portas para SSDs M.2.

Cooler

Foto: Bruno Martinez

O cooler é o componente responsável por refrigerar o seu processador. Essa peça vai ser presa na placa-mãe, com uma base de metal fazendo contato no processador. Entre a CPU e o cooler entra a pasta térmica, um componente com consistência de pasta de dente, mas que é responsável por ajudar na troca de calor. Em linhas gerais, a CPU esquenta e libera calor, que será conduzido ao cooler, e através dos heat pipes (canos de cobre) será dissipado por uma ventoinha, liberando esse calor em ar quente.

Por outro lado, esse é o tipo mais comum de cooler. Há também o Water Cooler, que, como o próprio nome sugere, funciona com um líquido. Na verdade, é uma substância própria, mas que não é água. Isso acontece pois caso haja algum vazamento, essa substância não queimaria nenhum dos componentes do PC.

Alguns processadores, principalmente os de entrada e intermediários, já vem com um cooler incluído, que não é de alta potência, mas suficiente para dar conta do recado. Se você pretende comprar um processador mais parrudo, é bom separar uma parte do orçamento para um bom cooler, e assim ficar tranquilo com o seu sistema em uma temperatura equilibrada.

Por conta da grande variedade de coolers no mercado, não há um padrão para a instalação. Logo, recomendamos que você verifique as etapas no manual de instruções ou no site oficial do fabricante.

Armazenamento

Foto: Bruno Martinez

Falando em armazenamento, o HD é aquela peça responsável por armazenar todos os nossos arquivos, mas isso você já deve saber. Atualmente há também o padrão dos SSDs, que tem a ausência de um disco em rotação no seu anterior (por isso o nome Disco Rígido). Com isso os SSDs são muito mais velozes no carregamento desses arquivos, mas geralmente mais caros.

Há também o formato NVME M.2, que lembra muito um pente de memória RAM. Ele também é um SSD, só que ainda mais veloz, e é ligado diretamente em uma conexão específica de placas-mãe compatíveis, diferentes do SSD normal e do HD, que necessitam de um cabo SATA para a conexão. Hoje em dia o uso de um SSD não é mais luxo, e sim um item indispensável no setup, visto que os games mais recentes estão sendo desenvolvidos de forma pensada para esse tipo de armazenamento.

Foto: Bruno Martinez

Por conta disso, recomendamos um SSD, seja ele M.2 ou SATA, para instalar o Windows ou os principais arquivos e games que você utilizar, e um HD para armazenar os demais downloads, que não necessitam de um carregamento ultra rápido.

Memória RAM

Foto: Bruno Martinez

A memória RAM, por sua vez, é um pequeno módulo que vai encaixado nos slots da placa-mãe, e tem a função de fornecer agilidade para o funcionamento de qualquer PC, pois atua de forma conjunta com o processador na transmissão de dados e informações sobre aplicativos instalados.

Diferente de outros tipos de armazenamento, a Memória RAM não salva os arquivos dentro dela, e toda vez que o PC é desligado essas informações são excluídas. Para games é interessante realizar a instalação das memórias em Dual ou Quad Channel, cada pente em um slot para garantir mais estabilidade e performance ao sistema.

Basta encaixar esse componente nos espaços reservados na placa-mãe, fazer certa pressão e esperar ouvir dois estalos para se certificar que os pentes estão presos aos slots.

Placa de vídeo

Foto: Bruno Martinez

A placa de vídeo é sempre a estrela do nosso show, e é ela a responsável por gerar imagem e aguentar o tranco nos jogos. Atualmente a AMD e a NVIDIA são as empresas que produzem esses produtos, e quanto maior resolução e qualidade gráfica você quiser nos games, mais caro terá que pagar nas GPUs. Também é sempre bom lembrar que a quantidade memória VRAM, ou seja, a memória de vídeo de uma placa, não determina se ela é melhor ou pior do que outra.

A linha RX 6000 da AMD, e a familia RTX 3000 da NVIDIA são equipadas com a tecnologia do Ray Tracing por aceleração de hardware. Esse recurso permite maior fidelidade nos reflexos e na iluminação dos jogos, gerando um visual quase que da vida real. Há também o DLSS, ou Deep Learning Super Sampling, que utiliza inteligência artificial para renderizar em resoluções menores, e garantir a mesma qualidade gráfica e com mais frames.

Assim como com os processadores, você precisa saber que tipo de game pretende rodar antes de comprar sua GPU. Atualmente também temos um duopólio de placas para computadores.

A NVIDIA tem 5 principais famílias de placas: série 5 (GTX 1050/RTX 3050), as placas mais básicas; série 6 (GTX 1660/RTX 2060/RTX 3060), as placas intermediárias; série 7 (RTX 2070/ RTX 3070), de alto desempenho; série 8 (RTX 3080), topo de linha e a série 9 (RTX 3090), as mais potentes de todas.

A AMD segue o mesmo princípio de números, mudando apenas parte dos nomes atualmente. Hoje em dia, devido às crises de produção, o preço das placas de vídeo subiu exponencialmente, e está muito difícil adquirir essas peças. Por conta disso, leve muito em consideração o que você deseja rodar e quanto pode pagar.

A instalação é bem fácil, e geralmente é o primeiro grande slot da placa-mãe, chamado de PCI-Express. Assim como o pente de RAM, basta encaixa-lo por completo e depois parafusar a borda placa no espaço do gabinete.

Fonte e gabinete

Foto: Bruno Martinez

Negligenciada por muitos, a fonte é de extrema importância, pois precisamos de um produto robusto, com alta eficiência energética, que tenha todos os cabos necessários para montar a sua máquina e a contagem de Watts suficiente para aguentar peças que consumam muita energia, como a placa de vídeo.

Por fim, o gabinete é uma das peças mais subjetivas que podemos comentar. Isso porque existe uma infinidade de modelos, com inúmeras formas de montar. Apenas recomendamos um gabinete com boa circulação de ar, um bom filtro de poeira, construção sólida e robusta, espaço para fans e para a sua placa de vídeo, caso seja muito grande.

Passo a passo

Agora que você já está mais familiarizado com os componentes, chegou a hora de aprender a montar na prática. Para melhorar sua experiência, resolvemos mostrar isso em vídeo, que, convenhamos, é muito mais dinâmico do que tentar por texto.

Fonte: Game On
Publicidade
Publicidade