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Como a direção de arte aumenta a imersão nos jogos?

Saiba mais sobre o processo criativo responsável por grande parte da imersão promovida pelos jogos!

25 jan 2022 08h00
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Divulgação/Control
Divulgação/Control
Foto: GameON

Existe um grande processo para a concepção de um jogo até que ele chegue às mãos dos entusiastas. Como muitos devem saber, equipes divididas trabalham — às vezes apenas uma, com pouquíssimas pessoas — a fim de desenvolver a melhor trama, trilha sonora e visual possível, além de, claro, outros tópicos técnicos.

Um desses citados é responsável por, especialmente, atrair e convidar o jogador a vivenciar a proposta do game de que forma que o mesmo se sinta envolvido naquele mundo participar. Isso é papel da direção de arte que, ao contrário do que aparenta, não se limita a apenas “gráficos bonitos”.

O que é direção de arte?

Para além de ser apenas ‘bonito’, direção de arte intensifica a imersão que os gamers tanto amam. Imagem: Final Fantasy VII Remake
Para além de ser apenas ‘bonito’, direção de arte intensifica a imersão que os gamers tanto amam. Imagem: Final Fantasy VII Remake
Foto: GameON

Um diretor criativo de um jogo é aquele que cria e supervisiona toda a concepção artística por trás de um título. Para além do visual dos personagens ou das fases contidas em um determinado jogo, o profissional estuda estratégias para realizar a comunicação visual que entra em acordo com a proposta da equipe.

Nesse sentido, existe todo um trabalho de pesquisa de formas, cores, elementos e até sentimentos impostos dentro de um jogo para chamar a atenção, psicologicamente falando, dos gamers. O conjunto dessas tarefas é, então, chamado direção de arte, termo que sempre vem à tona, como, por exemplo, em premiações oficiais.

Não só o responsável trabalha com diversos elementos em um jogo, como também se reúne com o restante das equipes das outras áreas para entrar em consenso e em ordem conjunta. Geralmente, quem executa essas ações são as pessoas envolvidas nas áreas de artes, design e comunicação.

Como funciona na prática?

Com uma área tão criativa e que utiliza técnicas excepcionais para chegar ao êxito durante um gameplay, existem alguns exemplos que são muito bem elogiados e ótimos como referência para esse assunto.

Control é uma aula aberta sobre direção de arte. (Imagem: Control/Reprodução)
Control é uma aula aberta sobre direção de arte. (Imagem: Control/Reprodução)
Foto: GameON

Nosso primeiro jogo em questão é um lançamento de 2019 que tira de letra em qualidade artística. Desenvolvido pela Remedy Entertainment, Control é um jogo de ação e aventura em terceira pessoa que conta a jornada de Jesse Faden, uma mulher que busca respostas sobre o passado em um prédio de uma empresa obscura.

A habilidade que esse título tem de envolver o jogador em cada cenário é fantástica. Não entrando em muitos detalhes para prevenir aqueles que ainda não o jogaram, Control brinca com formas geométricas, distorção da realidade e ainda o contraste de cores intensas e neutras. Juntos, eles promovem uma imersão completa nos andares dessa construção desconhecida, além de tornar possível a relação de empatia e interesse com os personagens.

Cores, cenário, estética: a boa relação com os outros processos de um jogo resulta em uma melhor experiência imersiva. (Imagem: Psychonauts 2/Reprodução)
Cores, cenário, estética: a boa relação com os outros processos de um jogo resulta em uma melhor experiência imersiva. (Imagem: Psychonauts 2/Reprodução)
Foto: GameON

Outro exemplo inevitável é o brilhante (e recente) Psychonauts 2. Indo para uma diversão mais cartunesca e cinematográfica, o segundo jogo da franquia de sucesso conquista milhares de fãs com sua arte particular, hilária e, assim como o nome sugere, psicodélica. E a melhor forma de abordar e apresentar esse mundo para todos os jogadores é trazendo os elementos mais diferentes possíveis.

Mesmo para quem não teve a oportunidade de testar o game, percebe-se que o jogo utiliza muito das cores amarelo e verde para criar não apenas as figuras falantes, como também os efeitos surrealistas durante o gameplay. Além disso, em vários momentos acontece ainda a explosão de efeitos especiais — especialmente em combates — que dão um charme a mais para essa utopia.

Game brasileiro apresenta uma concepção visual inteligente ao jogador. (Imagem: UNSIGHTED/Reprodução)
Game brasileiro apresenta uma concepção visual inteligente ao jogador. (Imagem: UNSIGHTED/Reprodução)
Foto: GameON

Mas e os jogos brasileiros?”. Bom, eles também têm sido excelentes quanto à produção criativa. Elogiado em peso por muitos especialistas e veículos de comunicação, o nacional UNSIGHTED cumpre muito bem esse papel imersivo com sua arte excêntrica.

Desenvolvido majoritariamente por duas mulheres, o jogo traz o metroidvania em uma aventura caótica, situada num mundo arruinado pela guerra. Muitos jogadores assíduos podem propagar o receio de não querer testar um game com uma arte pixelizada, o que é um tremendo erro. Na verdade, é justamente esse estilo criativo que torna UNSIGHTED tão especial, assim como milhares de outros lançamentos que bebem da mesma fonte.

Além da mistura de tons fortes com os terrenos, um elemento que ganha destaque no jogo brasileiro é a chuva. Mesmo sendo um fenômeno simples, quando reproduzida em tela, ela ganha um impacto maior, ainda mais pelo contexto da história que está sendo contada ali.

Estilo artístico dos anos 90 é revivido por Kaze and the Wild Masks. (Imagem: UNSIGHTED/Reprodução)
Estilo artístico dos anos 90 é revivido por Kaze and the Wild Masks. (Imagem: UNSIGHTED/Reprodução)
Foto: GameON

Kaze and the Wild Masks é outro game nacional que reproduziu um grande charme dos lançamentos dos anos 90, mas ainda trazendo a sua própria identidade em jogo.

O recente título independente ganha vida em cenários com biomas diferentes, o que, então, deu margem para a criação de muitos recursos e componentes particulares e atrativos aos olhos de quem o joga. Sem contar ainda que o casamento entre trilha sonora e a concepção artística em gameplay foi muito certeira.

Esses são apenas alguns exemplos de jogos que usaram a direção de arte para acrescentar pontos positivos e extremamente relevantes ao seu escopo.

Vale lembrar que não há como falar sobre a estética de um jogo considerando relevante apenas aqueles com alta tecnologia em gráficos avançados. O trabalho artístico não se limita aos desenhos animados ou só às feições hiper-realistas. A arte está presente em qualquer lançamento. O que resta aos jogadores é apreciar a proposta e a execução nos jogos que já existem e naqueles que ainda estão por vir — e prometem surpreender muito.

Fonte: Game On
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