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Análise: Ghost of Tsushima Director's Cut traz novos desafios

Relançamento conta com poucos diferenciais para justificar o preço cheio

23 ago 2021 12h05
| atualizado às 14h07
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Foto: Reprodução

Quando Ghost of Tsushima foi lançado no ano passado, a expectativa era que ele fosse o último grande exclusivo do PlayStation 4. Contando com uma direção artística e um poderio gráfico incrível, o jogo parecia fazer justiça em ser o “canto do cisne” do console.

Porém, como a Sony continua lançando jogos para o videogame anterior, esse título acabou se perdendo. Então, Tsushima ganha uma segunda chance, agora sendo disponibilizado em uma versão nativa para o PS5. Mas o que a chamada Director's Cut do jogo traz de novidades? Confira em nossa análise. 

Chover no molhado

Foto: Sony

Quando essa versão nova de Ghost of Tsushima foi anunciada, muito se comentou sobre a aparente falta de necessidade de vender o jogo para o PS5, já que:

  1. o console conta com retrocompatibilidade;
  2. ele já conseguia rodar nativamente em uma qualidade maior no PS4 Pro e no novo console da Sony.

A versão Director's Cut se vende principalmente pela expansão Iki Island, uma nova localização explorável que fica disponível a partir do ato 2 do jogo, e traz consigo uma nova campanha que dura cerca de 10 horas. A jornada nesse local traz novas habilidades, novos inimigos e muitas missões opcionais, e que, em geral, se destacam por parecerem um modo mais desafiador do jogo original, principalmente para quem já teve experiência ano passado com a primeira versão.

As novas paisagens são bonitas, e mais uma vez todo o cuidado para desenvolver o mundo do jogo se reflete em detalhes como plantas nativas da Ilha de Iki. Porém, essas 10 horas e as novas aventuras não parecem justificar o preço cobrado, pelo menos à primeira vista. 

Para quem tem a versão de PS4, a expansão também está disponível nela, e testando o jogo no antigo console, podemos notar que apesar da óbvia performance em resolução menor do que no PS5, o jogo não conta com tantas diferenças, semelhante à versão anterior.

Entre as outras novidades oferecidas pela nova versão, temos também um vídeo do comentário de diretor bem interessante. O presidente da Sony Entertainment Productions, Shuhei Yoshida, o diretor criativo da Sucker Punch, empresa responsável pelo desenvolvimento do jogo, e um renomado historiador japonês comentam sobre o processo criativo e sobre quão junto da história das invasões mongol o jogo está. É uma experiência inegavelmente interessante, que serve bem como extra. 

Qualidades enormes

Foto: Sony

Quanto ao jogo em si, os jogadores que já se aventuraram na pele de Jin no ano passado não irão encontrar muitas novidades no jogo principal. Os pontos fortes continuam muito presentes, como a natureza incrível da ilha de Tsushima, a escolha artística de ter o vento como seu indicador de como chegar em um objetivo, os vários estilos de espada e combate, os geniais embates de samurai e muito mais. 

A UI do jogo continua bem limpa, com pouquíssimas informações aparecendo para o jogador apreciar ao máximo as lindas paisagens. Questões sobre como identificar pontos de interesse no mapa são bem sinalizadas, seja por sinais de fumaça ou animais aparentemente se reunindo em busca de algo.  Ano passado a ambientação foi um dos principais elogios do jogo, e ele continua sendo impressionante agora. 

As opções “Cinema de Samurai” com o jogo todo com vozes em japonês e legendas em inglês continua presente, sendo na minha opinião a forma ideal de se experienciar o jogo. Para os jogadores mais artísticos, o “Modo Kurosawa”, onde o jogo fica todo em preto e branco, remetendo aos clássicos do cinema japonês como Os Sete Samurais, continua disponível também.

Foto: Sony

O combate, porém, se já era criticado antes, continuará sendo agora. Mesmo com as novas habilidades adquiridas na Ilha de Iki, todo o fluxo das lutas não deixa de ser o que já estamos acostumados em jogos AAA. Use a espada em uma certa pose para quebrar escudos, em outra para poder cortar inimigos de forma mais rápida, ou invada casas de forma sorrateira, para vencer seus inimigos rápido.

Não esperávamos uma reformulação dos sistemas do jogo, mas a impressão que fica é que revisitar um jogo que em ambientação é tão impressionante, mas no combate é tão mais do mesmo, continua deixando um gosto amargo na boca. 

Clichês comuns dos jogos de mundo aberto também continuam presentes, como as bases mongóis espalhadas no mapa, que podem ser encontradas aos montes. A resolução desses desafios, sendo sempre o combate, acabam ajudando no ritmo repetitivo do jogo, o que vai tornando a jornada cansativa.

Conclusão

Ghost of Tsushima Director's Cut - Nota 8.5
Ghost of Tsushima Director's Cut - Nota 8.5
Foto: Game On / Divulgação

Ghost of Tsushima Director's Cut é uma versão que não parece justificar sua existência. Fosse lançado como um upgrade gratuito para o PS5 e sendo vendido somente como uma expansão talvez fizesse mais sentido. Os pontos positivos do jogo continuam evidenciados de maneira fantástica, enquanto os negativos parecem mais drásticos, após um ano de críticas sobre o jogo estando disponibilizadas na internet.

Para quem não tem a versão do ano passado, é uma boa pedida, mas para quem estiver esperando para rejogar no PS5, talvez seja melhor aguardar uma promoção.

Fonte: Game On
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