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Como minerar criptomoedas

Tire suas dúvidas e saiba quais cuidados ter na hora de minerar

7 out 2021 15h11
| atualizado às 17h55
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Foto: MARCA / Reprodução

Desde o estouro do Bitcoin, as criptomoedas conquistaram de vez o seu espaço no mercado financeiro e hoje não chamam a atenção somente dos investidores, mas também do público casual, que passaram a enxergar nas criptomoedas uma possível forma de lucro.

Como o equipamento necessário para minerar é muito parecido com o que os fãs dos games usam para jogar no PC, cada vez mais jogadores pensam em aproveitar suas máquinas para fazer um dinheiro extra. Mas como isso funciona? Dá mesmo dinheiro? São muitas dúvidas para quem está começando e com isso em mente, o Game ON preparou um guia básico para quem quer iniciar a mineração de criptomoedas.

Como funciona a mineração?

De início, é interessante sabermos como funciona a mineração das criptomoedas, mesmo que de forma resumida. Basicamente, as criptomoedas estão presentes em criptografia em Blockchain, que é um tipo de banco de dados descentralizado. Com isso, o minerador instala o software que irá se conectar a rede de dados da criptomoeda que ele quer minerar. A mineração é a solução e execução de cálculos presentes na Blockchain. Ao entregar um resultado correto, o minerador recebe um bloco de dados como pagamento, sendo isso, a criptomoeda, ou parte dela.

Mas como realizar a solução e execução destes cálculos em Blockchain? Com a sua placa de vídeos configurada de acordo com o software necessário para cada local de mineração de criptomoedas. É válido dizer que o processador também pode minerar, mas acaba não compensando, por deteriorar mais rápido e render muito menos do que as placas de vídeo.

Onde consigo minerar?

Pegando de exemplo a Bitcoin, a criptomoeda mais conhecida do público, hoje em dia, mesmo com placas de vídeo de última geração, o cálculo médio para que um minerador consiga solucionar um bloco e conseguir uma bitcoin é de 300 anos. Impensável, correto? Com isso, a mineração de criptomoedas, não só da bitcoin, normalmente acontecem em chamados pools de mineração, ou em sites especializados do ramo.

O que são as pools de mineração?

Se um computador sozinho levaria cerca de 300 anos para conseguir uma Bitcoin, a solução encontrada pelos especialistas foi a criação dos pools de mineração, que são servidores desenvolvidos por terceiros, onde as pessoas podem configurar o seu software de mineração para então começar a executar os cálculos daquele "servidor" específico. Basicamente, o pool são várias pessoas minerando criptomoedas ao mesmo tempo, com várias formas de divisão por participação. Ou seja, quanto maior o pool, maiores chances de encontrar um bloco, contudo menor o pagamento.

A vantagem de um pool de mineração é que ele normalmente oferece resultados financeiros similares ao de uma mineração solo, mas sem tanto gasto do seu equipamento, que trabalha em conjunto. A desvantagem é que você deverá confiar em uma empresa que administra a pool que pode modificar as formas de recompensa e ações pré-estabelecidas naquele servidor.

Aqui estão alguns dos pools de mineração mais confiáveis atualmente:

  • NanoPool - maior pool de mineração de Ethereum, uma das criptomoedas em alta no momento;
  • AntPool - considerada a maior pool de Bitcoin;

Além disso, uma boa opção de software para minerar criptomoedas são os seguintes:

  • MinerGate
  • Geth

Pools que pagam por uso da placa

Foto: NiceHash / Reprodução

Dentre as várias opções de onde minerar, algumas acabam sendo melhores opções para quem quer começar casualmente. Isso porque plataformas como a do NiceHash pagam pelo uso da sua placa de vídeo, não pela quantidade de blocos resolvidos. É verdade que este tipo de plataforma tem uma recompensa um pouco menor, mas ela também oferece um cálculo mais preciso de quanto está sendo minerado.

Outra vantagem deste tipo de pool é a facilidade. O NiceHash, WinMiner, Kryptek e outras que pagam pelo uso da placa de vídeo também possuem um facilitador que é o software próprio daquela plataforma, que muitas vezes coloca o computador minerando com apenas um clique. Isso porque um software próprio já vem completamente configurado para obter o máximo de rendimento possível para aquela plataforma, uma vez que o lucro deles se baseia nisso.

Gastos e cuidados ao minerar

Nem tudo são flores. Seria muito fácil se a mineração se restringisse apenas a deixar seu computador ligado solucionando cálculos e gerando renda para você. Não. As pools de mineração exigem e muito das placas de vídeo. É válido ressaltar que nenhuma medida preventiva irá evitar o resultado final que é uma perda de vida útil do hardware muito mais veloz do que o usual. Ainda assim, é necessário que alguns cuidados sejam tomados para que você possa usufruir sua placa da melhor forma possível.

MSI Afterburner

Foto: MSI / Reprodução

O MSI Afterburner é um aplicativo que te permite controlar vários aspectos da sua placa de vídeo. Para minerar criptomoedas, os softwares exigem da memória da sua placa, não sendo necessários outros mecanismos que normalmente o hardware apresenta. Com o Afterburner você pode configurar sua placa de vídeo para que apenas a memória esteja em capacidade máxima com overclock.

Temperatura

A temperatura é o que faz com que os chips da sua placa de vídeo se deteriorem com mais velocidade, portanto se atente sempre à este número. Também no MSI Afterburner é possível observar a temperatura do momento da sua placa de vídeo para que você consiga manter um controle e não acabe queimando o equipamento.

Mas vale a pena minerar?

Se você já possui uma placa de vídeo com 8GB de memória ou mais, tomando os cuidados informados acima, é possível sim tirar um dinheiro minerando de forma casual. É válido ressaltar que o consumo de energia do seu computador aumenta de forma considerável. Contudo, o valor atual do dólar em comparação com o real faz com que o mercado de criptomoedas possa ser um bom caminho para tirar um extra no final do mês.

Fonte: Game On
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