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Dune: Awakening encontra seu lugar em Arrakis nos consoles

A adaptação chega bem preparada para quem busca sobreviver no deserto

21 set 2026 - 17h02
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Dune: Awakening encontra seu lugar em Arrakis nos consoles
Dune: Awakening encontra seu lugar em Arrakis nos consoles
Foto: Reprodução / Funcom

Após pouco mais de um ano desde o lançamento da versão de PC, Dune: Awakening finalmente chegará aos consoles no dia 22 de setembro, trazendo todo o conteúdo e as melhorias que foram adicionados ao jogo nesse período. Além disso, a versão para Xbox também estará disponível no Game Pass, com suporte a Play Anywhere, cross-play e progressão compartilhada entre Xbox e PC pela Microsoft Store.

Com tantas mudanças e adições feitas na versão de PC, bate aquele questionamento sobre como tudo isso foi implementado nos consoles depois de tanto tempo e, principalmente, se a experiência consegue manter um bom desempenho. Afinal, não estamos falando apenas de adaptar um jogo já conhecido para outra plataforma, mas de entregar uma versão que chega com uma quantidade considerável de conteúdo acumulado desde o lançamento original.

Isso se torna ainda mais importante quando falamos de uma franquia como Duna, que ganhou uma nova força no imaginário do público com os filmes recentes. A história de Paul Atreides ajudou a aproximar muitas pessoas desse universo, mas Dune: Awakening escolhe seguir por outro caminho. Em vez de colocar seu principal protagonista no centro da aventura, a Funcom precisa encontrar uma maneira de fazer Arrakis funcionar por conta própria e mostrar que existe muito mais para explorar nesse universo além da história que já conhecemos.

Minha experiência com Dune: Awakening foi principalmente no modo solo, que considero a melhor forma de aproveitar a proposta de sobrevivência do jogo. Como não tive nenhum contato anterior com o título, a criação de personagem foi uma das primeiras coisas que chamou minha atenção. O sistema é bastante robusto e permite definir todo o nosso background, incluindo o local onde nascemos e quem foram nossos mentores, escolhas que também melhoram nossa aptidão em combate e nos diálogos.

Outro ponto que me surpreendeu bastante é como o título consegue ser amigável para quem não está acostumado com jogos de sobrevivência, mas gostaria de tentar jogar por se passar dentro do universo de Duna. Toda a questão de ter que se preocupar em se alimentar, tomar água e até mesmo passar o mínimo de tempo possível no sol para não sofrer com insolação é bem fácil de administrar. A criação de itens nos consoles também achei bastante apropriada e até rápida, ainda mais porque boa parte dos itens vai automaticamente para a roda de itens, sem precisar abrir o menu toda hora para usá-los ou definir onde eles ficarão.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

O combate é um ponto que, vendo outros jogos de sobrevivência, sempre passa aquela sensação de que está faltando algo a mais e, em outras ocasiões, acaba parecendo muito abaixo do esperado. No caso de Dune: Awakening, é realmente divertido quando acontece algum tipo de confronto, já que nosso personagem conta com habilidades bastante úteis. O combate corpo a corpo também passa a sensação de uma briga de facas, assim como é retratado nos filmes, enquanto os confrontos com armas funcionam bem quando são necessários.

Mas falando apenas da versão de console, tudo nela é realmente funcional. Desde a parte de craft, usando o laser para cortar tudo corretamente, já que é preciso analisar antes e então realizar o corte seguindo a forma que aparece na tela, até o gerenciamento e a construção de bases, tudo foi muito bem adaptado. 

E o que muitos temiam sobre o desempenho, ainda mais se tratando de um jogo de mundo aberto na Unreal Engine, também está muito bom. Até mesmo jogando no Xbox Series S, não senti nenhuma queda de desempenho em momento algum, nem mesmo durante as tempestades de areia.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Graficamente, o título acaba passando a sensação de ser um pouco ultrapassado quando comparado com outros jogos atuais, principalmente durante os diálogos com personagens importantes para a história. Isso acontece muito por conta do visual dos modelos, que, em certos momentos, apresentam problemas com texturas demorando para carregar, além de um lip sync meio quebrado, deixando algumas falas sem a sincronia apropriada.

Durante essas interações, o jogo adota aquela câmera padrão vista em RPGs com escolhas de diálogo, que acabam funcionando bem graças à escrita e à narrativa. Tirando os modelos dos personagens, porém, os cenários são bastante bonitos. Até mesmo o deserto, que passa a sensação de não possuir nada, ganha outra aparência quando a noite chega, principalmente pela iluminação causada pela lua na região.

Considerações

Dune: Awakening (Consoles) - Nota 8
Dune: Awakening (Consoles) - Nota 8
Foto: Divulgação / Game On

A chegada de Dune Awakening aos consoles mostra que o tempo extra de desenvolvimento fez muito bem ao projeto. A adaptação dos controles é um grande acerto e a estabilidade do mundo aberto surpreende, segurando o desempenho até no meio das fortes tempestades de areia. O visual dos personagens escorrega um pouco nas conversas mais próximas, mas a beleza do deserto iluminado pelas luas entrega toda a imersão que a gente espera. É um jogo acessível, com mecânicas funcionais e que sabe aproveitar o peso da franquia. 

Dune: Awakening está disponível para PC e chega no dia 22 de setembro para PlayStation 5 e Xbox Series, podendo ser jogado também via Game Pass Premium, Ultimate e PC Game Pass.

Esta análise foi feita no Xbox Series S, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Funcom.

Fonte: Game On
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