Unilever vence Amil no tie-break e faz décima final seguida
A Unilever manteve a rotina de decisões na Superliga. Neste sábado, no Maracanãzinho, a equipe carioca venceu o Vôlei/Amil por 3 sets a 2, com parciais de 12/21, 21/15, 21/15, 18/21 e 16/14, e confirmou a vaga na final pela décima vez seguida.
"Como disse o Bernardinho nas quartas de final, temos que melhorar tudo", disse a líbero Fabi após o jogo, ciente de que o time carioca ainda precisa de mais para ser campeão.
Desafetos declarados, Bernardinho e José Roberto Guimarães foram o retrato de um jogo nervoso e emocionante. O comandante do time de Campinas até foi flagrado xingando a levantadora Claudinha pelas câmeras de televisão.
A equipe carioca, que já havia feito 3 a 0 no primeiro jogo da série semifinal, no interior paulista, agora espera o vencedor do duelo entre Molico/Osasco, rival nas últimas finais, e Sesi. Na sexta-feira, o time da capital paulista surpreendeu e ganhou o primeiro jogo fora de casa.
No começo até parecia que as visitantes iam estragar a festa e provocar um terceiro jogo. O Amil fez um primeiro set impecável e venceu por 21 a 12, com destaque para Tandara e Natália.
"Fizemos um primeiro set impecável", comentou Natália. Zé Roberto concordou. "O time estava lúcido e com o equilíbrio que queria no primeiro jogo. Mas depois perdemos a tranquilidade", disse.
Apesar dos erros das anfitriãs, Bernardinho parecia saber que era possível ajeitar as coisas e definir a semifinal em casa. E assim foi nas duas parciais seguintes, quando sua equipe usou e abusou do poder de saque para abrir vantagens importantes de até nove pontos no segundo set. A veterana levantadora Fofão, 44 anos recém cumpridos na ultima quinta-feira e eleita a melhor do jogo, comandou a virada, enquanto Fabi se destacou com suas defesas espetaculares. "Bernardinho estava bem controlado no banco e isso se refletiu no time", admitiu a levantadora.
No quarto set a situação voltou a se complicar para a Unilever. Apesar de ter liderado o set até 18 a 17, o time de Bernardinho parou no bloqueio, nas boas defesas do Vôlei Amil e em dois erros de ataque de Mihajlovic, que deixaram o placar num 21 a 18 favorável à equipe de Campinas. "Foi quando retomamos o jogo, mas nossa campanha poderia ter sido melhor e a responsabilidade é toda minha", disse Zé Roberto.
O tie-break foi espetacular. O Unilever dez 14 a 11 e deixou o Vôlei Amil empatar antes de vencer por 16 a 14 pelas mãos de Sarah Pavan. Esta é a décima vez seguida em que a Unilever chega a uma final de Superliga. Desde que se mudou para o Rio, há dez anos, o time nunca ficou de fora de uma decisão. "Tem que respeitar um time que chega a dez finais seguidas. É por isso que entendo o porquê de a Fofão nao querer deixar o vôlei. Isso aqui é mágico", afirmou Fabi.