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Nyeme deixa o Maranhão para brilhar no time de vôlei do São Paulo

Influenciada pela mãe, líbero espera crescer sob o comando de José Roberto Guimarães e chegar à seleção brasileira

14 fev 2020
15h13
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O São Paulo/Barueri montou um time jovem para a disputa da Superliga feminina de vôlei e uma das atletas que vem se destacando nesta temporada é a líbero Nyeme. Aos 21 anos, ela tem tido boas exibições, mas sabe que ainda tem muito chão até conquistar seu espaço na seleção brasileira adulta e, quem sabe, disputar uma Olimpíada.

"Espero ter uma carreira brilhante e o sucesso vai vir na quadra e com trabalho. Vou dar tudo que eu puder no dia a dia para melhorar e se conseguir chegar à seleção vai ser um algo a mais para mim", afirma a atleta, que é fã de duas jogadoras mais experientes de sua posição. "A Camila Brait é sensacional, a Léia também. A briga é muito boa, pois elas são ótimas", continua.

Nyeme nasceu em Barra do Corda, no interior do Maranhão. E começou no esporte por influência de sua mãe. "Ela, ainda hoje, joga vôlei, desde sempre jogou. Quando estava na barriga dela, com sete meses de gravidez, ela jogava. Acho que já nasci sabendo fazer isso. Ela compete na cidade, em campeonatos locais", conta.

Sua trajetória começou a ficar mais evidente quando uma amiga que jogava em São Luís comentou com seu técnico que conhecia uma pessoa que tinha muito talento. Então Nyeme foi para a capital do Maranhão e foi jogar primeiramente na escola. Depois foi para a seleção maranhense e em seguida acabou sendo convocada para a seleção brasileira de base.

"Aí fiquei treinando no Maranhão Vôlei e meus técnicos falaram para mim que era melhor eu ir para São Paulo para jogar na base do que ficar lá treinando e sem chance de jogar, pois tinha apenas 13 anos. Meus técnicos eram o Osni e o Chicão, que estão hoje no São José", explica. E foi assim que deixou o conforto de seu lar para transformar sua vida. "Minha mãe só permitiu a mudança porque ela já sabia que eu tinha futuro, porque não é fácil sair de casa com pouca idade, uma criança. Ela acreditou e hoje estou aqui."

No início, Nyeme atuava no ataque, como ponteira. Mas cresceu menos do que gostaria e com 1,75m, uma altura considerada baixa para os padrões modernos do vôlei, teve de ficar na defesa, como líbero. "Sinto falta de atacar. Todo treino peço para poder fazer isso, mas eles têm medo de eu me machucar. Então tenho de me contentar em ser líbero", diz.

No São Paulo/Barueri, Nyeme é treinada por José Roberto Guimarães, que também é técnico da seleção brasileira feminina de vôlei. Com o tricampeão olímpico, ela sabe que tem muito a evoluir. "É muito bom aprender com o técnico da seleção. Eu procuro ouvir porque ele é o melhor técnico que a gente tem", afirma.

Mesmo tendo esse contato diário com Zé Roberto, ela não vê essa situação como um atalho para chegar à seleção. "Isso vai me dar um gás a mais, com certeza. Mas são tantas jogadoras boas no Brasil que ele não vai me levar só porque treino no clube com ele. O Zé vai levar quem estiver bem", garante a atleta.

Ela lembra que seu nome inusitado surgiu por causa de um filme que tinha uma personagem chamada Naieme, com essa grafia mesmo. "Aí em 1998 ele teve essa ideia genial. Ele inventou o nome", conta, rindo. A atleta também garante que realizou um sonho ao vestir a camisa tricolor. "Sou são-paulina desde pequena, então foi algo maravilhoso, pois eu jogo por mim e pelo símbolo, pelo time que é muito grande", conclui.

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Estadão
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