Italianos destacam escândalo e queda de Ary Graça na CBV
Em um país de tradição no vôlei mundial, jornais italianos repercutiram o escândalo causado pelas irregularidades na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e a renúncia do cargo de presidente da entidade por Ary Graça, que, no entanto, se mantém à frente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).
A decisão foi anunciada em meio ao escândalo envolvendo pagamento de comissões em contratados de patrocínio assinados diretamente com o Banco do Brasil, divulgados pelo site da emissora ESPN Brasil desde março. “Você não pode dizer que é uma boa hora para o presidente da Federação Internacional de Vôlei”, ressaltou a Gazzetta dello Sport.
Segundo a ESPN Brasil, empresas que têm ex-dirigentes da CBV como acionistas foram privilegiadas em negócios da entidade com o Banco do Brasil, recebendo comissão por patrocínio negociado diretamente com a estatal, além de comissão sobre vendas anteriores. Os desvios teriam chegado a R$ 25 milhões. “Os assuntos da CBV agora estão sob o microscópio”, destacou o Corriere dello Sport.
A renúncia foi anunciada na Assembléia Ordinária da entidade realizada em João Pessoa (PB) na sexta-feira e não teria relação direta com as denúncias recentes. De acordo com dirigentes presentes, Ary Graça já havia tomado a decisão de deixar o cargo em dezembro de 2013, e a carta entregue teria sido assinada na mesma época, no dia 20 daquele mês. Em nota oficial, Ary Graça colocou as denúncias como inverídicas.
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