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Vôlei

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Lombar: por que essa região é tão vulnerável em atletas como Gabi Guimarães, que desfalcou o Brasil na VNL

Especialista avalia como sobrecarga atinge esportistas de alto rendimento.

31 jul 2026 - 11h52
(atualizado às 11h52)
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Gabi e Carol confirmadas nas Olimpíadas de Paris
Gabi e Carol confirmadas nas Olimpíadas de Paris
Foto: Esporte News Mundo

A ausência de Gabi Guimarães na fase final da Liga das Nações de Vôlei (VNL) reacendeu um problema comum não apenas entre atletas de alto rendimento, mas também na população em geral: as dores na região lombar.

A ponteira da seleção brasileira foi poupada da competição pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para dar continuidade ao tratamento de um desconforto na lombar e chegar em melhores condições ao Campeonato Sul-Americano, que será disputado em setembro, no Rio de Janeiro, e vale vaga antecipada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Casos como o de Gabi não são isolados. Em 2023, a tenista Bia Haddad Maia, então número 13 do mundo, precisou abandonar a partida contra Elena Rybakina nas oitavas de final de Wimbledon após apenas 26 minutos de jogo por causa de fortes dores na região lombar.

Segundo a fisioterapeuta Bruna Massaroto, a lombar é uma das regiões do corpo mais exigidas durante a prática esportiva justamente por funcionar como um ponto central de transmissão de forças.

"Todos os esportes sobrecarregam a lombar. O que muda é o volume e a intensidade de esforço que o atleta tem na periodização de treinamento", diz ela.

Embora atletas convivam com cargas elevadas de treinamento e competição, a dor lombar está longe de ser um problema exclusivo do esporte de alto rendimento. Estudos apontam que cerca de 80% da população brasileira sofrerá algum episódio de dor nessa região ao longo da vida, enquanto até 21% dos adultos convivem com quadros crônicos.

Entre as principais alterações estão a lombalgia, caracterizada por dor muscular, além de hérnia de disco e artrose, causada pelo desgaste das articulações e cartilagens entre as vértebras.

No caso de Gabi, o desconforto é consequência do desgaste acumulado após anos de competições. Aos 32 anos, a ponteira defende a seleção brasileira adulta desde os 18, conciliando ainda as temporadas pelos clubes.

Para Bruna Massaroto, entretanto, a dor lombar não deve ser analisada apenas sob o aspecto físico.

"Tanto no esporte quanto nas demandas do dia a dia, a dor lombar crônica não é estritamente relacionada ao tecido ou ao desgaste dele. Fatores como estresse, sono, alimentação e estado emocional também pesam e precisam ser gerenciados ao longo da vida", afirma ela.

O controle da carga de treinamento, como ocorreu com Gabi durante a VNL, é uma estratégia importante para evitar agravamentos. Enquanto a seleção disputava a competição internacional, a atleta concentrou seus esforços na fisioterapia e no fortalecimento muscular para retornar em melhores condições no Sul-Americano.

Outro mito bastante difundido está relacionado à postura corporal. Segundo a especialista, o problema não está necessariamente na forma como a pessoa se senta.

"Na verdade, o que pode ser prejudicial mesmo nesse sentido é ficar muito tempo na posição sentada. Isso gera menos irrigação sanguínea nos tecidos e a pressão do encosto altera a sensibilidade local", explica Bruna.

A orientação dos especialistas é combinar fortalecimento muscular, controle da carga física, sono adequado, alimentação equilibrada e manejo do estresse para reduzir o risco de dores na lombar — tanto para atletas quanto para quem passa boa parte do dia sentado ou realiza atividades repetitivas.

Esporte News Mundo
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