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Em nota, Ary Graça diz que denúncias na CBV são inverídicas

14 mar 2014
18h11
atualizado às 19h10
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Após renunciar ao cargo de presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) nesta sexta-feira, Ary Graça, que ainda preside a Federação Internacional de Vôlei (FIVB), divulgou uma nota de esclarecimento em que afirma serem inverídicas as informações publicadas pelo site da ESPN Brasil nas últimas semanas.

Administração de Ary Graça está envolvida em escândalo na CBV
Administração de Ary Graça está envolvida em escândalo na CBV
Foto: Getty Images

As denúncias apontam que cartolas ligados a ele teriam recebido R$ 20 milhões provenientes do patrocínio do Banco do Brasil à entidade. Segundo Graça, a CBV nunca pagou comissionamentos pelo contrato. Ele também reafirma que sua renúncia estava prevista desde dezembro de 2013 e que, portanto, não estaria relacionada à série de denúncias envolvendo sua gestão no vôlei brasileiro.

Confira o conteúdo na íntegra

- Durante a sua gestão, a CBV jamais pagou qualquer remuneração a título de intermediação ou comissionamento pelo contrato com o Banco do Brasil. As empresas citadas participaram da negociação pelo lado da CBV e foram responsáveis pela grande elevação de patamar do patrocínio. Os valores que vêm sendo citados são inverídicos, o que pode ser comprovado no sistema contábil da CBV. O valor fica entre 3% e 4% do total do contrato, distribuídos entre todas as empresas envolvidas.

- O balanço da CBV de 2012 foi auditado e aprovado pela Ernest & Young e todos os contratos mencionados foram contabilizados de forma transparente neste período.

- Está correta a informação de que o contrato entre a CBV e o Banco do Brasil foi negociado diretamente entre as partes. Mas é preciso esclarecer que os valores pagos se referem a dois anos de extensas negociações entre a Confederação e o Banco do Brasil para a renovação do contrato até 2017. Trata-se do maior contrato de sua história, excelente para ambas as partes e que viabiliza a continuação do crescimento e sucesso do voleibol brasileiro.

- Como em todos os contratos de vulto, este também requereu uma negociação complexa, com grande prospecção pela CBV no mercado de marketing esportivo brasileiro, contatos com diversos outros patrocinadores e muitas outras negociações conduzidas até que se chegasse ao resultado.

- As informações que vêm sendo divulgadas causam dano irreparável à imagem do voleibol brasileiro, que tem reconhecidamente uma gestão vencedora dentro e fora das quadras. Mais ainda, denigrem sobremaneira e atingem diretamente excelentes profissionais, sérios e competentes.

- A gestão de Ary Graça, que em sua vida profissional atuou em cargos de lideranças em grandes empresas brasileiras, fez com que ele implementasse na CBV, desde o início, uma agressiva política de bonificação em todos os níveis, dentro e fora das quadras. Apenas como exemplo, os atletas das seleções brasileiras receberam nos últimos anos mais de R$ 118 milhões de direitos de imagem e premiações por seu desempenho dentro as quadras.

- Funcionários de todos os níveis da instituição receberam bonificação semestral conforme seu desempenho, chegando a receber 17 (dezessete) salários anuais pelos excelentes trabalhos realizados.

- Cabe esclarecer também que Ary Graça, que já se encontrava licenciado, entregou sua carta de renúncia definitiva em 20/12/2013 ao Presidente Walter Pitombo Laranjeiras e que a mesma somente foi ratificada hoje na Assembleia Geral Ordinária da CBV.

 

Fonte: Lancepress! Lancepress!

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