Vexame do Brasil na Copa irrita Globo, SBT e deixa o mercado na mão antes da hora
A precoce saída do Brasil da Copa do Mundo de 2026, após a derrota para a Noruega nas oitavas de final, não foi um balde de água fria apenas para os torcedores.
O adeus antecipado chocou o mercado publicitário e deve custar milhões de reais em faturamento para emissoras como a Globo e o SBT.
As emissoras contavam com o aquecimento das fases decisivas do Mundial para impulsionar suas receitas.
Segundo fontes ligadas a duas grandes agências de publicidade, o desempenho da Seleção Brasileira, especialmente após a virada sobre o Japão, gerou um interesse renovado de empresas em investir na "onda verde-amarela".
A expectativa era de que o Brasil chegasse, no mínimo, à semifinal, um cenário que se desfez com a eliminação inesperada.
O impacto financeiro não se restringe apenas às transmissoras principais.
Outras emissoras e sites especializados, que também estavam no radar do mercado para ações publicitárias, deixam de embolsar uma fatia significativa do que seria faturado nas etapas finais da competição.
A queda precoce inviabiliza novas campanhas e inserções planejadas para esse período.
O adeus que mexe com a programação e o bolso
Para o SBT, a eliminação representa o fim prematuro do programa "Torcida SBT".
Segundo executivos, o programa não servia apenas como aquecimento para as narrações de Galvão Bueno, mas também apresentava um desempenho positivo junto ao mercado, garantindo receita para a emissora de Silvio Santos.
Apesar da frustração no mercado, os contratos de patrocínio já fechados não sofrem alterações. Os acordos vigentes seguem sendo cumpridos integralmente, sem descontos.
O que se perde é a oportunidade de novas ações publicitárias e inserções que surgiriam com o avanço da seleção na competição.
Copa: um segundo BBB para a Globo
Para aGlobo, a Copa do Mundo cumpriu um papel crucial, semelhante ao do Big Brother Brasil.
O Mundial elevou a audiência diária e contribuiu significativamente para o faturamento da emissora.
Segundo fontes, internamente a emissora considerou um erro não ter adquirido os direitos de transmissão de todos os jogos. Mesmo assim, a receita gerada foi considerada satisfatória.
A eliminação do Brasil, portanto, frustra um cenário de faturamento ainda mais promissor que se desenhava para as fases decisivas da Copa.
Com isso as emissoras e o mercado publicitário ficam com um potencial de lucro menor do que o esperado.
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