Adilson vê Vasco "em evolução" e com potencial para escapar
Adilson Batista assumiu como novo técnico do Vasco na tarde desta terça-feira, em São Januário. Ele chegou ao Rio de Janeiro durante a manhã e foi direto para o estádio conversar com os dirigentes e acertar os detalhes do curto contrato, que durará somente até o fim desta temporada, ou seja, pelos próximos sete jogos do Campeonato Brasileiro.
Adilson estava parado desde que foi demitido do Figueirense, ao longo da disputa da Série B de 2013, e disse que aceitou a missão de comandar o Vasco pela grandeza do time.
"O que me fez aceitar esse convite acho que foi a grandeza do clube. Por ter enfrentado diversas vezes, eu sei bem. Pela oportunidade de comandar um clube do Rio. E também pela confiança do trabalho, que sei que é possível sair dessa situação ruim", falou o novo treinador, que vê potencial no grupo e espera passar confiança aos comandados já a partir desta quarta, quando treina o time para a partida contra o Coritiba, no sábado, em Macaé.
Adilson foi apresentado pelo presidente Roberto Dinamite e pelo diretor de futebol Ricardo Gomes, após uma hora de atraso e muito calor na sala de imprensa do estádio. O treinador afirmou que será um grande desafio comandar o Vasco, e isso o motivou a aceitar o convite. "Não tem como dizer não ao Vasco da Gama, é um grande time. É gostoso um desafio desses. Agora é respirar Vasco. Vamos lutar. E estou preparado".
O principal objetivo de Adílson, que é o quarto treinador a assumir a equipe em 2013, será salvá-la do rebaixamento à Série B, já que o Vasco ocupa a 18º posição na tabela, com 33 pontos. O agora ex-técnico Dorival Júnior foi demitido na noite da última segunda. Além deles, já passaram por São Januário nesta temporada Gaúcho e Paulo Autuori.
Com pouco tempo para trabalhar até o final da competição - 40 dias - Adilson afirmou que não fará grandes mudanças, mesmo no gol, setor mais criticado pela torcida e que tem Alessandro, Diogo Silva e Michel Alves disputando a posição.
"O Alessandro fez duas defesas quase impossíveis no último jogo, muito difíceis. Não é hora de fazer experiências ou loucuras, de apostar nesse ou naquele. É hora de passar confiança. Vou conversar com o Carlos Germano (preparador de goleiros) e passar confiança para que haja uma sequência boa. Serão 40 dias de trabalho, de dedicação e de respeitar o Vasco. Sou mais do trabalho em campo. O lado profissional tem que existir, e a responsabilidade em prol da instituição é maior do que todos nós", ressaltou o novo comandante vascaíno, que afirmou que cada partida será uma decisão.
Por causa da revolta da torcida vascaína contra o time - depois da derrota para a Ponte Preta, no último domingo, e de protestos no desembarque no Aeroporto Santos Dumont, com direito a ovo arremessado nas costas do zagueiro Renato Silva -, o anúncio do treinador foi realizado sob forte aparato de segurança, com os portões fechados e hora para a imprensa entrar, além de policiais ao redor do estádio.
Será a primeira vez que o treinador comanda um clube do Rio de Janeiro. Ele já passou por equipes como Cruzeiro, Grêmio, Corinthians, Santos, São Paulo, Atlético-PR, Avaí, Paraná e América-RN, entre outros.
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