UEFA escala para Supercopa da Europa árbitro somali acusado de terrorismo pelos EUA
Após o governo dos Estados Unidos barrar a entrada do árbitro somali Omar Artan, sob alegações de envolvimento com organizações terroristas, e impedir sua participação na Copa do Mundo, a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) o escalou para ap
Após o governo dos Estados Unidos barrar a entrada do árbitro somali Omar Artan, sob alegações de envolvimento com organizações terroristas, e impedir sua participação na Copa do Mundo, a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) o escalou para apitar a Supercopa da UEFA.
A partida será disputada em 12 de agosto, em Salzburg, na Áustria, entre Paris Saint-Germain (PSG) e Aston Villa, atuais campeões da Champions League e da Europa League.
O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira, 11 de junho, e compartilhado nas redes sociais da entidade. O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, falou sobre a escolha e pontuou que o esporte deve superar barreiras políticas:
"O futebol existe para conectar pessoas, e a UEFA quer demonstrar seu respeito por Omar e suas excepcionais habilidades de arbitragem, que lhe renderam uma indicação tão prestigiosa."
O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) também se pronunciou sobre a escala de Omar e destacou que o árbitro deixou todo o continente africano orgulhoso:
"Omar Artan encheu de orgulho a Somália e todo o povo do continente africano. Esta é uma grande honra para Omar Artan e para os árbitros africanos, além de ser um excelente exemplo de como o futebol une pessoas da África, da Europa e do mundo todo."
Recebido como herói
Omar Artan foi recebido como um herói nesta quarta-feira, 10 de junho, em Mogadíscio, após ser impedido de entrar nos Estados Unidos, onde participaria de compromissos ligados à Copa do Mundo.
Considerado um dos principais nomes da arbitragem africana e eleito o melhor árbitro masculino do continente em 2025, ele chegou à capital da Somália sob aplausos de torcedores e autoridades locais.
A recepção transformou o episódio em um momento de orgulho nacional, destacando sua trajetória inédita como primeiro árbitro somali incluído em uma lista final da Fifa para o Mundial. O caso gerou ampla repercussão no país e na imprensa esportiva.
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