Trump critica preço dos ingressos da Copa: 'Eu também não pagaria isso'
Republicano declarou que "não sabia" dos valores cobrados pela Fifa
Apesar da relação próxima com Gianni Infantino, chefe da Fifa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou os preços dos ingressos para as partidas da Copa do Mundo.
Em entrevista ao The New York Times, o republicano demonstrou surpresa e declarou que "não sabia" dos valores cobrados pelos bilhetes. Na sequência, o magnata afirmou que não pagaria mais de US$ 1 mil para assistir à estreia dos EUA contra o Paraguai, marcada para 12 de junho.
"Eu não sabia desse número. Certamente gostaria de estar lá, mas, para ser honesto, eu também não pagaria isso", declarou o mandatário.
Os comentários de Trump vieram após a defesa do sistema de preços dinâmicos feita por Infantino, medida que gerou controvérsia em diferentes partes do mundo. Na ocasião, o ítalo-suíço afirmou que a realização do Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México justifica os altos valores cobrados.
"Temos que analisar o mercado e estamos no mercado em que o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo. Portanto, precisamos aplicar preços de mercado. Nos EUA, a revenda de ingressos também é permitida. Então, se você vender ingressos a um preço muito baixo, eles serão revendidos por um valor muito mais alto", argumentou.
Além de demonstrar surpresa com os preços, Trump também expressou preocupação com a possível ausência de torcedores da classe trabalhadora americana, parte importante de sua base eleitoral.
"Se as pessoas do Queens, do Brooklyn e todas as pessoas que amam Donald Trump não puderem ir, ficarei desapontado. Mas, ao mesmo tempo, é um sucesso incrível. Gostaria que as pessoas que votaram em mim pudessem ir", afirmou.
O Mundial está programado para começar em 11 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey. .
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