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Perto da separação, Sá vislumbra jogo contra Melo em 2010

4 dez 2009 - 13h00
(atualizado às 13h08)
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Depois de dois anos e meio, cinco títulos e três vice-campeonatos, André Sá e Marcelo Melo resolveram encerrar a parceria. A partir de 2010, o primeiro passar a jogar ao lado do romeno Horia Tecau e o segundo forma uma nova equipe com o compatriota Bruno Soares. Na véspera da separação, Sá já vislumbra uma partida contra o amigo.

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"Isso vai acontecer com certeza, porque vamos jogar praticamente os mesmos torneios. Vai ser um momento especial e um momento difícil ao mesmo tempo. Jogar contra os companheiros é sempre mais complicado. Vai ser casca grossa (risos)", disse André Sá na manhã desta quinta-feira.

Em um dos últimos atos da parceria, ele participa de uma clínica de tênis ao lado de Melo durante o Brasil Masters Cup, em Mogi das Cruzes. "A gente conversou esses dias e falou: 'quer apostar quanto que em Auckland, na primeira rodada do primeiro torneio do ano, vamos cair um contra o outro?'", contou Sá.

Ambos já fizeram três duelos em duplas masculinas, sempre em challengers. Ao lado do paraguaio Ramon Delgado, Sá venceu o atual parceiro e o brasileiro Franco Ferreiro na final de São Paulo-2004. Três anos depois, com o mesmo companheiro, ele perdeu os dois jogos contra Melo, que atuou com o argentino Horácio Zeballos na decisão da Cidade do México e com o compatriota Alexandre Simoni nas quartas de São Paulo.

Os dois mineiros se despedem na última etapa do circuito promovido por seu patrocinador, entre 11 e 13 de dezembro. A poucos dias da separação, André Sá relembra os momentos mais marcantes vividos ao lado do parceiro.

"Houve dois fatos marcantes. A semifinal de Wimbledon-2007 foi onde tudo começou. Sem esse resultado no início, dificilmente teríamos conseguido nossas conquistas. O outro momento é a vitória na Costa do Sauípe-2008. Foi em casa e nossas famílias estavam presentes", enumerou.

Em 2008, os mineiros conquistaram três títulos e um vice-campeonato. Nesse ano, ambos ganharam um torneio e perderam duas finais. Em Grand Slams, no entanto, não passaram da segunda rodada. No final da temporada, Sá admite que o desempenho foi abaixo do esperado.

"Tem que pensar em melhorar a cada ano e nesse ano a gente não conseguiu. Não alcançamos essa meta. Acredito que não foi um ano muito proveitoso para a gente. Acho que foi um pouco abaixo do que estávamos esperando", declarou o tenista mineiro.

No entanto, ele não classifica a falta de resultados como fator decisivo para o final da parceria. "Se a gente tivesse jogado muito bem, talvez pudéssemos segurar mais algum tempo, mas não o tempo todo. Antes de tudo, foi o relacionamento que mais pesou", declarou.

Os dois duplistas e o técnico Daniel Melo, irmão de Marcelo, conversaram sobre o tema pela primeira vez na metade de outubro, no ATP 250 de Estocolmo. A decisão final veio após o ATP 500 da Basileia, no começo de novembro. "Quando terminou o último jogo (derrota contra os gêmeos norte-americanos Mike e Bob Bryan na semifinal), a gente deu um abraço muito legal. No vestiário, também foi bem emotivo", lembrou Sá.

Ele admite que também pensou em formar uma parceria ao lado de Bruno Soares, mas garante que está satisfeito com o romeno Horia Tecau. "Era uma opção (jogar com Soares), mas eles já estavam treinando juntos e tinham uma amizade antiga. Já arrumei outro parceiro e está todo mundo numa boa", declarou.

Como Tecau costuma jogar do lado esquerdo da quadra nos games de devolução, Sá pode permanecer do lado direito. Assim, ele não prevê maiores problemas de entrosamento. "Queremos nos adaptar até o meio do ano e chegar engrenados para o resto da temporada", encerrou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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