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Tênis

Gafes e sorte: tenistas desaprovam teste de "regra do vôlei"

29 abr 2013 - 10h09
(atualizado às 10h09)
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Feijão bateu o espanhol Javier Martí, comparado a Rafael Nadal no início da carreira pela imprensa de seu país
Feijão bateu o espanhol Javier Martí, comparado a Rafael Nadal no início da carreira pela imprensa de seu país
Foto: Fernando Borges / Terra

Foram três meses e 21 torneios de teste em torneios entre janeiro e março deste ano, e o "no let" provavelmente não terá vida longa no tênis. Em entrevista ao Terra, os principais jogadores brasileiros que participaram de torneios challengers – nos quais a nova regra foi usada – desaprovam a novidade. O argumento é que o experimento não traz benefícios ao jogo; pelo contrário, aumenta o peso da sorte na definição do resultado.

Implementada no vôlei em 2000, a regra do "no let" foi testada no início desta temporada em torneios challenger, que compõem o segundo escalão do circuito internacional. Pela novidade, o saque não precisa mais ser repetido caso toque a fita e caia dentro da linha do T correspondente, na quadra do adversário.

“Não tem muito sentido trocar uma regra de anos por algo que não diferencia muito o jogo e que acaba deixando o fator sorte ainda mais evidente”, opina Thiago Alves, número 186 do mundo. “Entra muito o fator sorte e isso não deveria acontecer no tênis”, completa João Souza, o Feijão, o 114 do planeta.

Segundo informa ao Terra o ucraniano Sergiy Stakhovsky, 98º colocado do ranking mundial, cerca de 60% dos atletas são contrários à novidade. Ele conta que o Conselho de Jogadores da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), do qual é membro, trata o assunto como "caso encerrado" e não vê chances de a regra ser efetivada. A partir de abril, os challengers retomaram a regra convencional – com o “let”.

Consultado pela reportagme, o porta-voz da ATP afirmou que “a informação e os dados serão avaliados” e uma decisão sobre o sistema de jogo será tomada durante a próxima edição de Wimbledon, em julho, em reuniões do Conselho da entidade. O Conselho dos Jogadores têm direito a voto nessa definição. 

Thiago Alves teve boa atuação, mas não conseguiu superar Sam Querry
Thiago Alves teve boa atuação, mas não conseguiu superar Sam Querry
Foto: EFE

Em setembro passado, a ATP anunciou o experimento justificando que ele deve ter "um impacto positivo na fluidez da partida". A entidade admitiu, porém, que a alteração não reduziria “materialmente a duração do jogo", uma das preocupações surgidas especialmente após a final do Aberto da Austrália de 2012, em que o sérvio Novak Djokovic venceu o espanhol Rafael Nadal após cinco horas e 53 minutos, na mais longa decisão da história dos Grand Slams.

Árbitro de cadeira integrante do gold badge, grupo de elite da ATP, o brasileiro Carlos Bernardes aprovava a novidade quando do seu lançamento, em dezembro. Na ocasião, ele disse ao Terra que um dos benefícios para os eventos seria abrir mão do "caro" equipamento eletrônico que atualmente emite um som para acusar quando a bola toca a rede após um serviço. Em torneios menores, essa marcação é feita por um fiscal de forma manual, o que dificulta a aferição.

Gafes marcam período de teste

Enquanto a ATP não define o futuro do “let, os três primeiros meses do ano provocaram confusão. Feijão, que participou de cinco torneios em que a nova regra foi experimentada, conta que em dois jogos no Challenger de Pareira, em março, os juízes de cadeira acusaram por engano que a bola havia tocado a fita após um saque. “O ponto voltou e todos deram risada”, diz.

Entre os eventos de teste, um ocorreu no Brasil: o Aberto de São Paulo, em janeiro. A competição também não fugiu de algumas gafes, como lembra Ricardo Hocevar, número 282 do mundo. 

“O chileno Jorge Aguilar estava jogando dupla, sacou em um game importante e foi ‘let’. Após o adversário devolver a bola, o Aguilar pegou a bola com a mão e colocou no bolso. Ele foi sacar de novo e todos estavam dando bastante risada”, diz Hocevar, lembrando que Aguilar perdeu o ponto em questão. O brasileiro também não aprovou a novidade. 

Fonte: Terra
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