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Djokovic vence Nadal e avança à final de Wimbledon

Na grande decisão, o sérvio enfrentará o sul-africano Kevin Anderson, que derrotou na semifinal o americano John Isner.

14 jul 2018 12h02
| atualizado às 12h20
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Novak Djokovic está de volta ao mais alto nível do tênis mundial. Neste sábado (14), o sérvio voltou à quadra principal de Wimbledon para continuar o duelo de semifinal diante de Rafael Nadal e, de forma memorável, venceu o líder do ranking mundial por 3 sets a 2, parciais 6/4, 3/6, 7/6, 3/6 e 10/8 e avançou para a final do terceiro Grand Slam da temporada. Na grande decisão, o sérvio enfrentará o sul-africano Kevin Anderson, que derrotou na semifinal o americano John Isner.

Djokovic volta à final de um Grand Slam depois de dois anos
Djokovic volta à final de um Grand Slam depois de dois anos
Foto: Andrew Couldridge/Pool / Reuters

O Jogo

Ainda na sexta-feira (13), Djokovic e Nadal disputaram os três primeiros set do confronto que definiria o segundo e último finalista de Wimbledon em 2018. Na primeira parcial, os dois tenistas mostravam um bom desempenho no saque e nos golpes de fundo de quadra, mas com Nole conseguindo mudar a direção da bola com mais margem de erro e impondo mais dificuldade no serviço do líder do ranking mundial.

Com a pequena vantagem, Djokovic aproveitou o seu quarto break-point para quebrar pela primeira vez o saque do espanhol e vencer a primeira parcial por 6/4. A perda do primeiro set fez com que Nadal mudasse a estratégia, jogando mais dentro da quadra, utilizando mais o saque aberto e com um forehand mais agressivo tanto na paralela como na cruzada.

A mudança de estratégia foi muito eficiente, deixando os pontos mais equilibrados e com o sérvio não tendo mais tanta facilidade durante a troca de bola com o seu excelente backhand. Com isso, o espanhol conseguiu sua primeira quebra no jogo e, mesmo com Djokovic devolvendo a quebra logo em seguida, não mudou a forma de jogar e conseguiu mais uma quebra para vencer a segunda parcial por 6/3.

Empatados, os dois sabiam que faltava pouco para que o jogo fosse paralisado por causa da regra de horário de Wimbledon, e fizeram um terceiro simplesmente incrível. Com trocas de bolas longas, algo incomum para um confronto disputado na grama, e muita agressividade na linha de base, praticamente todos os games da parcial tiveram momentos de tensão e equilíbrio.

Mesmo com muita intensidade, nenhum dos tenistas teve chance de quebra, muito por causa do bom aproveitamento tanto de Djokovic como de Nadal com o primeiro serviço. A decisão da parcial foi para o tiebreak, que encerrou com "chave de ouro" o set que já se apresentava espetacular desde o início.

Tensos, os dois começaram com um mini-break contra e foi o sérvio quem teve a primeira vantagem no game desempate, ao abrir 5-3. No entanto, Nadal mostrou uma excelente recuperação e teve três set points, que foram salvos com muita precisão por Djokovic. Por fim, em mais um ponto fantástico, Nole fechou o tiebreak e ganho o terceiro set por 7/6.

Na volta à quadra, na manhã deste sábado, os dois já mostraram, logo no primeiro game, que a partida continuaria sendo muito disputada, já que Nadal só conseguiu confirmar o serviço após mais de dez minutos desde o reinício do confronto. No entanto, após evitar a quebra em duas oportunidades, o espanhol quebrou o saque do sérvio e confirmou o saque com facilidade para abir 3 games a 0 e deixar a situação do set extremamente delicada para Djokovic.

De forma impressionante, o sérvio reagiu ao confirmar seu saque sem perder nenhum ponto, quebrar o saque do espanhol e novamente ganhar o game em seu serviço sem dificuldades, empatando em 3 a 3. Percebendo a melhora do ex-número um do mundo, Nadal aumentou ainda mais a intensidade e começou a jogar com pontos mais curtos, fugindo da sua característica de trocar bolas no fundo e procurar o erro do adversário.

A mudança fez com que o espanhol ganhasse dois games seguidos e tivesse a oportunidade de sacar para o set, com 5/3 no marcador da parcial. O Touro Miúra não começou bem, tendo que sair de um tenso 0/40 para vencer o game e fechar o quarto set em 6/3.

O quinto e decisivo set começou com os dois tenistas mais precisos e buscando usar mais seus melhores golpes: Nadal o seu forehand cruzado e Djoko sua paralela com o revés. Cada game era "carregado" de ansiedade e apreensão pelo público da quadra principal de Wimbledon.

No sétimo game, Djokovic teve um break point a favor para ter a chance de sacar para o jogo em seguida, porém o espanhol se salvou com ótimos pontos e igualou em 4 a 4 a parcial.Na sequência, o jogo continuava extremamente tenso, já que Nadal teve duas chances de quebra e viu o rival sérvio conseguir quatro pontos seguidos e confirmar o game de serviço.

Após o placar empatado em 6/6, o jogo seria definido por quem aproveitasse alguma brecha para abrir dois games de diferença, já que o quinto set não tem tiebreak (apenas o US Open, entre os torneios de Grand Slams, tem o game desempate).

O 15° game foi outro jogado de forma sensacional pelos dois tenistas, com Nadal extremamente agressivo e Djokovic salvando três break point, sendo um deles com uma passada memorável no lado direito do espanhol. O líder do ranking mundial atacava de forma impecável o segundo serviço do sérvio, porém Nole apresentava um jogo tático praticamente impecável.

No entanto, Nadal não conseguiu se salvar no décimo oitavo game. Após ficar 0/30, o espanhol escorregou durante a troca de bola do ponto seguinte (em lance que ele, de forma impressionante, quase conseguiu devolver) e viu três match points para o rival. Entendendo que aquele era o momento, Djokovic não desperdiçou a chance e venceu uma das partidas mais memoráveis da história do tênis.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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