Torcedora usa doces e boleiros para obter autógrafos de tenistas
15 fev2012 - 08h35
(atualizado às 15h50)
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Henrique Moretti
Direto de São Paulo
Localizado a um quarteirão de distância do Ginásio do Ibirapuera, que recebe o Brasil Open de 2012, o Círculo Militar de São Paulo cede duas quadras para treinamento dos atletas, que costumam ser assediados por fãs em busca de autógrafos. A advogada Adriana Soeiro, 47 anos, por exemplo, desenvolveu uma técnica para conseguir para seu filho Felipe, 13 anos, assinaturas de todos os jogadores que passam por ali.
Os boleiros, os quais Adriana já conhece por ser associada do clube, escondem uma bola gigante comprada por ela atrás de uma raqueteira, entre as cadeiras em que os tenistas descansam. A posição é estratégica, e, durante as pausas ou ao fim dos treinos, o pegador pede o autógrafo. Como recompensa, ganha um agrado - a advogada estava na arquibancada com uma sacola contendo chocolates, chicletes e salgadinhos.
Nesta terça, cerca de 30 fãs acompanharam a partir das 16h (de Brasília) o treinamento de Thomaz Bellucci com Marcelo Melo, que durou 40 minutos. Ao final, Felipe exibiu, contente, a bola com o autógrafo do jogador nascido em Tietê, no interior paulista.
Bastante assediado, ele ainda parou para tirar fotos com outros fãs. Adriana não quis aparecer. "Ele é uma estrela. Com os outros (atletas) tenho coragem, mas com ele não", afirmou, enquanto via Bellucci posando ao lado de torcedores e apertando a mão de outros.
Adriana Soeiro usou chocolates e doces para conseguir autógrafos dos tenistas
Thomaz Bellucci estreou no Aberto do Brasil nesta terça-feira e viveu uma espécie de dia de astro, sendo assediado desde o treinamento até a hora do jogo de duplas, em que ao lado de Marcelo Melo bateu os espanhóis Albert Montañes e Albert Ramos por 6/3 e 6/2
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Bellucci assina autógrafo em uma bola gigante no Círculo Militar de São Paulo. O local serve para treinos dos atletas e fica a pouco mais de uma quadra do Ginásio do Ibirapuera, palco principal do evento
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
A advogada Adriana Soeiro, 47 anos, desenvolveu uma técnica especial para conseguir autógrafos de Bellucci e de todos os jogadores que passam pelo Círculo
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Sócia do clube, ela pede para boleiros como Felipe Alves (à dir.), 17 anos, esconderem uma bola gigante perto da cadeira em que os atletas descansam e conseguirem as assinaturas. Em troca, oferece doces e salgadinhos para os garotos
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Boleiro mostra a bola gigante que pertence ao filho de Adriana, Felipe Soeiro, 13 anos
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Jogador posa com o comerciante Rubens do Santos, 52 anos, que também é sócio do clube e pede para os boleiros obterem autógrafos dos jogadores - estes sem recompensa
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Bellucci posa para tirar fotos com fã em um dos espaços de treinos do Brasil Open
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Cerca de 30 pessoas acompanharam de perto o aquecimento de Bellucci antes da estreia na chave de duplas
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Bellucci, número um do Brasil e 38 do mundo, ainda não se mostra muito confortável com o assédio dos fãs: "sou um pouco tímido mesmo, acho que com o tempo vou me soltando um pouco mais"