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Técnico de Gana entra para a história ao participar de quinta Copa do Mundo seguida

15 jun 2026 - 11h16
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Carlos Queiroz ainda está a ‌um torneio de igualar o recorde de participações como técnico na Copa do Mundo, mas o treinador de 73 anos entrará para a história nesta semana.

Queiroz assume o comando de Gana, que inicia sua campanha no Grupo L do Mundial contra o Panamá, em Toronto, nesta quarta-feira, e ⁠dá continuidade a uma sequência que começou com Portugal em 2010 e o ‌levou a treinar também o Irã em três Copas do Mundo consecutivas: 2014, 2018 e 2022.

A sequência iguala o recorde de cinco torneios ‌consecutivos estabelecido por Bora Milutinović entre 1986 e ‌2002, quando ele esteve no comando de cinco seleções diferentes.

O ⁠brasileiro Carlos Alberto Parreira detém o recorde de participações em Copas do Mundo como técnico, com seis, mas não consecutivas.

Inicialmente Queiroz não estaria na Copa disputada no Canadá, México e Estados Unidos, mas em abril Gana o nomeou no lugar de Otto Addo, demitido em março após uma série ‌de resultados decepcionantes em amistosos.

Antes do convite repentino dos ganenses, parecia que sua ‌longa carreira, incluindo o ⁠comando do Real ⁠Madrid e o trabalho como assistente de Alex Ferguson no Manchester United, havia chegado ao ⁠fim, tendo seu último cargo sido ‌em Omã, o oitavo ‌país diferente cuja seleção nacional ele havia comandado.

Sua abordagem cerebral e técnica contrasta com um comportamento belicoso à beira do campo, onde às vezes ele pode parecer um vilão de pantomima, embora outros o ⁠considerem pouco inspirador. "Senti que ele tinha a personalidade de uma mosca morta quando trabalhei com ele", disse o ex-capitão do Manchester United, Roy Keane.

Queiroz é aclamado em sua terra natal, Portugal, como um pioneiro, tendo lançado as bases para a prodigiosa produção ‌de jovens talentos do país.

"Em um país onde a grandeza é tão frequentemente medida pelo resultado da próxima partida, Queiroz merece ser lembrado por ⁠algo mais profundo — a construção de uma cultura que ainda perdura, de levar o conhecimento das universidades para o campo e, assim, contribuir para que Portugal seja reconhecido como um viveiro de jogadores de futebol de elite", comentou o jornal esportivo A Bola no mês passado.

Ele ganhou fama ao levar Portugal a dois títulos consecutivos da Copa do Mundo Sub-20 em 1989 e 1991, e ao revelar uma geração de jogadores excepcionais como Luís Figo, Paulo Sousa e João Pinto, e agora busca coroar uma carreira lendária levando Gana o mais longe possível na Copa do Mundo.

"Estou preparado para isso", disse ele ao aceitar o cargo. "Trago 40 anos de experiência para cada decisão que será tomada."

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