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Messi desfruta de relação de amor com Copa do Mundo após golpes sofridos antes do Catar

Camisa 10 da Argentina voa na América do Norte quatro anos após o título de 2022 e uma década depois de quase desistir da seleção nacional

22 jun 2026 - 06h25
(atualizado às 07h20)
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ARLINGTON - A Copa do Mundo de 2022 foi um divisor para Lionel Messi. Campeão de quase tudo na carreira, ele conquistou o que faltava. Em 2026, o craque confirma a sua transformação em Mundiais, em uma relação de amor que supera as baixas anteriores.

A um gol de se tornar o maior artilheiro das Copas do Mundo, superando Miroslav Klose, o craque argentino já quebrou outros sete recordes apenas na estreia contra a Argélia. "São estatísticas e nada mais", minimiza Messi. Tudo depende, claro, da atuação de um concorrente direto: Kylian Mbappé, que soma 14 gols. Os dois entram em campo nesta segunda-feira, dia 22.

Há 10 anos, porém, ele quase evitou essa história. Depois do vice-campeonato na Copa América de 2016, o terceiro em três anos, Messi foi enfático: "A seleção acabou para mim". A Argentina já vinha de duas derrotas em finais: para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014 e para o Chile na Copa América de 2015.

"No vestiário, pensei que acabou para mim a seleção, não é para mim. É o que sinto agora, é uma tristeza grande que volto a sentir. Foram quatro finais. Infelizmente, não consegui. Era o que mais desejava. É para o bem de todos. Por mim e por todos. Muitos desejam isso", declarou, em 2016, mencionando também a derrota na Copa América de 2007.

Uma campanha nacional de torcedores, falas de Diego Maradona e até do então presidente Mauricio Macri tentava convencer Messi a não desistir da seleção. Ele voltou em 2017 e ajudou a Argentina a classificar-se, com certo drama, para a Copa de 2018. A vaga veio com uma vitória sobre o Equador por 3 a 1 de virada, e três gols de Messi.

Era a quarta Copa do Mundo do camisa 10. Em 2006, ele estreou ainda garoto e deixou um gol. Na África do Sul, já consagrado, ficou zerado e deu adeus ao torneio com uma goleada para a Alemanha (4 a 0), adversária da final de 2014, quando foi eleito o melhor do torneio.

Em 2018, um caos. O elenco brigou com o técnico Jorge Sampaoli. No meio da campanha, os próprios jogadores passaram a escalar a equipe, diante da ruína no comando do técnico.

A classificação ao mata-mata só veio com uma vitória sofrida contra a Nigéria (2 a 1), após empatar com a estreante Islândia (1 a 1) e perder para a Croácia (3 a 0). Logo nas oitavas, o time caiu para a França, que viria a ser campeã.

A eliminação gerou um novo afastamento de Messi. Foi quase um ano fora, até retornar em março de 2019. Mesmo com a derrota na semifinal da Copa América daquele ano, o camisa 10 continuou, já sob comando de Lionel Scaloni.

A recompensa veio com o primeiro título com a seleção, dois anos depois, na Copa América de 2021. A sequência ainda teve a Finalíssima, contra a Itália, e a Copa do Mundo de 2022.

Aos 38 anos, Messi disputa o que deve ser sua última Copa do Mundo. O encerramento dessa história pode ser por cima, mesmo sem o título na América do Norte. A busca pelo tetra, porém, é o que deixa obstinado o camisa 10, que, no futebol de clubes, procurou sossego na MLS.

Estadão
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