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Técnico da Escócia sonha em voltar ao Azteca, mas foco agora está no Brasil

23 jun 2026 - 19h11
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O técnico da Escócia, ‌Steve Clarke, está animado com a possibilidade de um possível retorno ao icônico Estádio Azteca, na Cidade do México, onde marcou um gol quando era um jovem jogador, enquanto sua equipe se prepara para a partida decisiva da fase de grupos da Copa do Mundo contra o Brasil nesta quarta-feira.

A longa espera da ⁠Escócia para chegar ao mata-mata da Copa do Mundo pela primeira vez em sua ‌história pode acabar na partida contra os pentacampeões em Miami.

A Escócia está em terceiro lugar no Grupo C, com três pontos, atrás do Brasil e ‌de Marrocos, ambos com quatro cada. No entanto, terminar ‌em terceiro lugar poderia levá-la ao México para disputar sua próxima ⁠partida contra os co-anfitriões.

"As seleções escocesas nunca conseguiram passar da fase de grupos. Portanto, se pudéssemos ser a primeira a fazer isso, obviamente seria muito especial", disse Clarke aos repórteres nesta terça-feira.

"Adoraria voltar ao Estádio Azteca porque eu joguei lá na Copa do Mundo sub-19 há muito, muito tempo — quando eu era um ‌jogador jovem, em forma e saudável."

"Consegui marcar um gol no Estádio Azteca. A Escócia ‌venceu o México por 1 ⁠x 0, então, ⁠se acontecer, vamos repetir a façanha!"

Mas, antes disso, Clarke afirmou que sua equipe precisa encarar uma ⁠partida complicada contra o Brasil, cujas ‌características inerentes são atacar e ‌assumir a iniciativa.

"Eles mostraram nas partidas disputadas até agora neste torneio que podem ser uma grande ameaça", disse.

"Tenho certeza de que esperam chegar, no mínimo, às semifinais da competição."

A Escócia também pode ter que lidar com o ⁠possível retorno de Neymar, que pode estrear na Copa do Mundo após ficar fora dos dois primeiros jogos por lesão.

"Obviamente, sem dúvida, ele é uma das superestrelas da era moderna", disse Clarke.

"Acho que, saindo do banco, ele certamente pode dar um impulso à equipe, porque a ‌torcida vai se animar quando ele entrar em campo. Ele é uma figura tão icônica."

O capitão da Escócia, Andy Robertson, disse que Neymar não é a única ⁠ameaça, citando Vinicius Jr., Gabriel Martinelli e Endrick como jogadores a serem observados no ataque.

"Eles têm tanta qualidade para escolher, mesmo entre os jogadores que não estão na seleção brasileira e ficaram em casa", disse Robertson.

"Só temos que nos preparar para tentar jogar o melhor possível, porque sabemos que eles têm qualidade em todas as posições. Sabemos que, se precisarem fazer substituições, terão jogadores de qualidade entrando em campo."

Clarke afirmou que suas primeiras lembranças da Copa do Mundo são da seleção brasileira que foi campeã em 1970, e a magnitude de enfrentá-la não passou despercebida pelo técnico escocês.

"A gente cresce com esse amor pelo Brasil. Mas amanhã à noite (quarta-feira) não podemos amar o Brasil. Temos que amar mais a Escócia", disse.

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