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Surfe

Surfista brasileiro morre após sofrer acidente em Portugal

Márcio Freire surfava nas famosas ondas de Nazaré, conhecidas por serem uma das maiores do mundo

5 jan 2023 - 17h37
(atualizado às 17h48)
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Foto: Divulgação/Instagram / Reprodução/Instagram

O surfista brasileiro Márcio Freire morreu nesta quinta-feira, 5, após sofrer um acidente. Aos 47 anos, o atleta surfava em praia de Nazaré, em Portugal, cidade conhecida por ter praias com ondas entre as maiores do mundo. 

Márcio estava surfando de forma casual, sem estar em treinamento ou competição. O brasileiro sofreu o acidente na descida de uma onda. No horário de Portugal, às 16h16 (13h16 de Brasília), o alerta de resgate foi acionado. 

Segundo as autoridades marítimas locais, Márcio foi resgatado por socorristas. Ele teve uma parada cardiorrespiratória e, mesmo com manobras de reanimação e trabalho dos profissionais, o brasileiro não resistiu e foi a óbito ainda no local. 

"Lamentavelmente, nenhuma das manobras de suporte de vida teve sucesso, acabando o óbito por ser declarado no local", disse Mário Lopes Figueiredo, comandante da Capitania de Nazaré, à Agência Lusa.

O corpo do surfista foi levado para o Instituto de Medicina Legal de Leiria, e o gabinete de psicologia da Polícia Marítima está prestando apoio aos familiares, de acordo com a imprensa portuguesa.

Segundo as autoridades de Portugal, Márcio foi a primeira vítima fatal de Nazaré. Os surfistas brasileiros Pedro Scooby e Maya Gabeira chegaram a sofrer acidentes sérios na localidade.

Quem era Márcio Freire?

Considerado um dos pioneiros no surfe de ondas gigantes, Márcio estava com 47 anos e tem fama de ser um dos "Mad Dogs", o trio de baianos formado por Freire, Danilo Couto e Yuri Soledade. 

O surfista estava no local a passeio e recebeu a visita de seu pai, no aniversário de 81 anos dele, registrado em sua conta no Instagram há cinco dias. 

"Nunca vivi do surf, nunca ganhei dinheiro com surf. Eu tive pouquíssimas vezes, contadas no dedo, dinheiro que veio do surf (...). Eu não arrependo disso, não corri muito atrás de patrocinadores. Tenho orgulho, porque consegui fazer tudo por mim mesmo, sem depender de ninguém. Trabalhei com tudo no Havaí, lavador de louças, em construção, jardinagem, vendedor de frutas. Quando chegava em temporada de ondas gigantes, largava tudo. Aí conseguia conciliar", disse ao canal Let's Surf em entrevista recente. 

Fonte: Redação Terra
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