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Sem holofotes, Pato brilha e volta a viver noite de astro

10 ago 2014 - 20h38
(atualizado às 21h06)
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Desde que virou profissional, Alexandre Pato nunca teve tão poucos holofotes como no São Paulo. Revelado pelo Inter, logo virou ídolo com as boas atuações no profissional. Foi vendido para o Milan, onde foi astro nacional dentro e fora de campo. Voltou para o Brasil por uma quantia milionária e tinha grande expectativa no Corinthians. Emprestado ao São Paulo, tem comido “o pão que o diabo amassou” e ouve críticas de todos os lados. Neste domingo, entretanto, foi o principal responsável pela vitória tricolor por 3 a 1 sobre o Vitória na volta de Kaká ao Morumbi.

Com a camisa do São Paulo, o atacante sofre para se firmar e tem sua fama colocada contra a parede. As críticas são ouvidas de todos os lados. O técnico Muricy Ramalho pede que o atacante “jogue mais para o grupo”, no que o atleta responde que “não precisa dar carrinhos”. Os companheiros, entretanto, tomam o lado do técnico e também pedem mais entrega ao jovem. Já a torcida tem desconfiança do atacante desde antes de sua chegada, quando seu nome foi xingando no Morumbi pouco antes do negócio ser sacramentado.

Este domingo parecia ser só mais um na vida atribulada de Pato no São Paulo, mas, graças aos esforços do jogador, não foi. Na escalação cantada pelo alto-falante do estádio, o nome do atacante foi quase tão – pouco – aplaudido quanto o de Douglas ou Denilson, jogadores não muito queridos pela torcida. Bem menos festejado que Rogério Ceni, Rafael Toloi, Kaká, Ganso e até o também recém-chegado Alan Kardec. Em campo, contudo, se fez ser notado mais do que os parceiros.

Desde que voltou ao Brasil, Pato reclama que precisa de sequência. O bom momento no São Paulo, coincidentemente ou não, tem a ver com a tal sequência: a presença nos últimos 11 jogos, sendo sete como titular, já é a maior na equipe do Morumbi. Com os dois gols feitos neste domingo, inclusive, já aparece como maior artilheiro são-paulino no Campeonato Brasileiro com quatro gols, ao lado do lesionado Luís Fabiano.

Alexandre Pato marcou dois dos três gols do São Paulo contra o Vitória
Alexandre Pato marcou dois dos três gols do São Paulo contra o Vitória
Foto: Miguel Schincariol / Gazeta Press

Alexandre Pato mostrou que estava com vontade logo no primeiro lance perigoso são-paulino, após pressão inicial do Vitória no primeiro tempo, em tabela com Douglas que terminou com cabeceio fraco do atacante. A movimentação do atleta pertencente ao Corinthians logo seria recompensada: aos 16min, Ganso aproveitou falha do zagueiro rubro-negro Alemão e cruzou para Pato, bem posicionado, só empurrar para o gol. Na comemoração, o atleta se jogou no escudo da equipe no gramado, em uma tentativa bastante forçada de se identificar mais com a torcida.

Um dos mais ativos em campo, o atacante voltou a se destacar pouco depois. Já com o 2 a 0 no placar após gol de Alan Kardec, recebeu na entrada da área, dominou bem e chutou melhor ainda no canto do goleiro Wilson para encaminhar a vitória tricolor. Desta vez, a comemoração no gramado foi mais comedida: apenas colocou a mão em formato de máscara no rosto, em estilo que criou ainda quando estava no rival do São Paulo. Após ter atuações relativamente boas, os gols com a camisa tricolor finalmente saíram. 

Veja os gols de São Paulo 3 x 1 Vitória pelo Brasileiro:

"Faltou só o gol no outro jogo, o empenho é o mesmo. Eu estava tentando e não conseguia fazer, então vou trabalhar para conseguir fazer mais", disse o atacante logo na saída para o intervalo, 

A atuação de Pato quase foi coroada com um golaço no segundo tempo, em boa jogada na qual o atacante concluiu colocado rente ao poste esquerdo de Wilson. O bom jogo de Pato, entretanto, não ficou imune a um momento como “pereba”: poucos minutos mais tarde, concluiu cruzamento de frente para o gol com o goleiro adversário praticamente batido, mas mandou para fora. O lance foi apenas um lembrete aos são-paulinos de que Pato não é perfeito. Mas, neste domingo, ao menos se esforçou para ser.  

Fonte: Terra
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