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São Paulo terá de votar balanço de 2025 de novo após erro no sistema de votação que reprovou contas

Faturamento recorde não impediu a reprovação, diante de 'buraco' em saques da presidência na gestão de Júlio Casares

26 mar 2026 - 20h26
(atualizado às 22h00)
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O balanço financeiro do São Paulo de 2025 terá de ser votado novamente. Após a reprovação no Conselho Deliberativo, foi constatado um erro no sistema de votação, que obriga os conselheiros a um novo procedimento. A tendência é de uma nova reprovação.

Foi verificado que o sistema digital que computa os votos estava na modalidade de votação secreta. Entretanto, as discussões como balanços financeiros têm previsão de voto aberto.

A falha operacional foi verificada pela Tafner Solutions, responsável pelo sistema de voto do Conselho Deliberativo. Na prática, os comprovantes de votação foram emitidos sem a identificação da opção escolhida por cada participante. Isso impossibilitou a geração da apuração com a demonstração individualizada dos votos.

São Paulo teve contas de 2025 reprovadas no Conselho Deliberativo.
São Paulo teve contas de 2025 reprovadas no Conselho Deliberativo.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

"Registramos nosso sincero pedido de desculpas pelo ocorrido. A Tafner, com 27 anos de atuação, sempre pautou sua trajetória pela seriedade, confiabilidade e compromisso com a segurança e a transparência de seus processos. Justamente por isso, tratamos esta ocorrência com a máxima responsabilidade", escreveu a empresa em comunicado ao São Paulo.

A nova votação foi iniciada às 19h desta quinta-feira e será encerrada às 22h de sexta-feira. Não é esperada uma mudança no resultado, que havia reprovado as contas da gestão Júlio Casares por 194 votos a 34, com quatro abstenções.

O principal motivo para a reprovação foram R$ 7 milhões que constam como "fundo promocional da presidência", sem comprovação de finalidade. O trabalho de análise externa do balanço e que atentou para a situação foi conduzido pela empresa RSM.

Os valores não declarados fazem parte de uma investigação da força-tarefa composta por Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Um dos inquéritos sobre o clube levantou suspeitas sobre R$ 11 milhões sacados em contas do São Paulo na gestão Casares.

Os R$ 4 milhões justificados são referentes a gastos com arbitragem e pagamento de "bicho" a jogadores. Era isso que a defesa de Júlio Casares havia apontado em janeiro, quando as investigações se tornaram conhecidas publicamente.

Apesar do "buraco" na prestação de contas, o São Paulo teve um exercício melhor em 2025 do que no ano anterior. O clube bateu recorde de faturamento, com R$ 1 bilhão, e reduziu a dívida em R$ 100 milhões.

O débito são-paulino ficou em R$ 858,2 milhões, reduzindo o valor de R$ 968,2 milhões de 2024. Houve, porém, aumento nas despesas, que foram de R$ 908 milhões (2024) para R$ 943 milhões (2025).

Veja a resposta de Júlio Casares sobre a auditoria

A defesa de Julio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, esclarece que o montante de R$ 7 milhões vazado à imprensa durante a reunião do Conselho Deliberativo, ocorrida em 25/03/2026, não foi solicitado, não foi destinado e, por óbvio, não foi utilizado por Julio Casares.

Tais valores constam em registro na contabilidade do Clube e foram disponibilizados pela Diretoria Financeira e Contadoria do Clube para serem utilizados em despesas recorrentes de, no mínimo, 172 jogos do SPFC em diversas competições. Ou seja, tudo com destinação certa, específica e formalmente contabilizada nas despesas do Clube.

Aliás, não há rubrica, anotação ou qualificação na contabilidade do Clube, que for-mal ou informalmente registre que "valores em espécie teriam sido disponibilizados à Presi-dência".

Ao contrário da equivocada assertiva que vem sendo reverberada na mídia, esclareça-se que referido numerário transitou pela conta contábil do SPFC com a formal rubrica "ações promocionais", alocada nas movimentações financeiras em jogos e constante da pasta contábil "adiantamentos em jogos", acautelada na Contadoria do Clube e, inclusive, já apresentada às autoridades anteriormente.

Por fim, causa estranheza a tentativa de se abafar que o balanço foi previamente aprovado pelos Conselhos de Administração e Fiscal, bem como o registro do superávit de R$ 56 milhões, da redução da dívida de R$ 110 milhões e do faturamento recorde na história do São Paulo Futebol Clube, que atingiu R$ 1 bilhão.

Estadão
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