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São Paulo encara luta contra o rebaixamento parecida com 2013 e 2017

Com 27 pontos, Tricolor encontra semelhanças nas campanhas que também terminaram com fuga do rebaixamento

26 ago 2026 - 08h02
(atualizado às 08h03)
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Resumo
Com 27 pontos, o São Paulo repete a pontuação das lutas contra o rebaixamento de 2013 e 2017. Apesar de ocupar a 13ª posição, o cenário preocupa pelo jejum de dez jogos sem vencer no Brasileirão. Diferente do passado, quando reações sob o comando de Muricy Ramalho ou o brilho de Hernanes salvaram o clube, o time atual sob Dorival Júnior ainda busca um ponto de virada e necessita de cerca de 18 pontos nas 14 partidas restantes para atingir a meta de permanência na Série A.
São Paulo vive momento delicado no Brasileirão –
São Paulo vive momento delicado no Brasileirão –
Foto: Rubens Chiri/Saopaulofc.net / Jogada10

O São Paulo voltou a conviver com o risco de rebaixamento e, após 24 rodadas do Campeonato Brasileiro, apresenta números que lembram as campanhas de 2013 e 2017. O Tricolor soma 27 pontos, mesma pontuação que tinha nos dois anos em que também brigou contra a queda neste momento do torneio.

A diferença está principalmente na posição: em 2013, ocupava o 15º lugar; em 2017, era o 17º. Agora, aparece em 13º.

Apesar da posição atual ser melhor, o momento recente preocupa. O São Paulo não vence no Brasileirão há dez partidas, com quatro empates e seis derrotas. A sequência é a segunda pior da história do clube nos pontos corridos, atrás apenas das 12 rodadas sem vitória registradas em 2013. Além disso, desde a chegada de Dorival Júnior, o time somou somente três pontos em sete jogos pelo campeonato, com aproveitamento de 14,3%.

São Paulo é salvo por medalhões em 2013

Em 2013, o cenário também era bastante delicado. Na 24ª rodada, o São Paulo tinha os mesmos 27 pontos e ocupava a 15ª posição. O time, entretanto, vinha de uma recuperação iniciada ainda sob Muricy Ramalho, que assumiu após a saída de Paulo Autuori. A reação ganhou força rapidamente. Nas primeiras 11 partidas do técnico, o Tricolor somou 22 pontos e alcançou a segunda melhor campanha do segundo turno naquele momento.

A principal diferença daquele time para o atual esteve justamente na capacidade de reagir. Muricy reorganizou a equipe, deu maior consistência ao sistema defensivo e contou com jogadores experientes como Rogério Ceni e Luis Fabiano. O São Paulo também ganhou confiança com vitórias importantes e, apesar de ainda enfrentar dificuldades, terminou o campeonato na nona colocação, com 50 pontos, depois de passar apenas uma rodada na zona de rebaixamento na reta final.

2017, o ano mais preocupante

Já em 2017, a situação era ainda mais preocupante na tabela. Na 24ª rodada, o São Paulo tinha 27 pontos e ocupava a 17ª posição, dentro do Z-4. O clube chegou a permanecer 14 rodadas na zona de rebaixamento e sofreu com mudanças no comando, saindo Rogério Ceni para a chegada de Dorival Júnior.

A recuperação daquele ano teve um nome central: Hernanes. O meia retornou ao clube durante a temporada e se transformou no principal jogador da reação. Em 19 partidas, marcou nove gols e deu três assistências. Além disso, assumiu papel de liderança no elenco e ajudou a mudar o ambiente interno. O São Paulo terminou em 13º, com 50 pontos, sete acima do Coritiba, primeiro rebaixado.

A campanha de 2017 também teve uma mudança de perfil no time. Dorival buscou uma equipe mais jovem e veloz, promovendo jogadores como Éder Militão. Ao mesmo tempo, nomes como Cueva, Lucas Pratto e Petros ganharam importância na reação. A vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, na própria 24ª rodada, foi um exemplo da capacidade de buscar pontos em confrontos diretos.

São Paulo vê cenários semelhantes

Quando os três momentos são colocados lado a lado, 2017 apresenta a pior campanha em termos de posição na tabela na mesma altura, com o São Paulo dentro do Z4. Em 2013, o clube estava em 15º, enquanto em 2026 ocupa o 13º. Em pontuação, porém, os três cenários são muito próximos: 27 pontos em todos os casos. A ressalva é que, em 2026, o São Paulo tem uma partida atrasada, portanto disputou 23 jogos até aqui, enquanto os times de 2013 e 2017 haviam completado 24.

São Paulo vive momento delicado no Brasileirão –
São Paulo vive momento delicado no Brasileirão –
Foto: Rubens Chiri/Saopaulofc.net / Jogada10

Por isso, o atual São Paulo não tem a pior campanha entre as três no recorte de pontos e posição. O problema está no momento da equipe. Em 2013, a reação já estava em andamento; em 2017, Hernanes havia se tornado o ponto de virada. Em 2026, por enquanto, o Tricolor ainda procura esse gatilho de recuperação, enquanto Dorival tenta interromper uma sequência de dez jogos sem vitória.

A comparação também mostra o tamanho da tarefa. Em 2013 e 2017, o São Paulo conseguiu alcançar 50 pontos e terminar longe do rebaixamento. Agora, com 27 pontos e 14 rodadas restantes, o clube precisa somar 18 pontos para chegar aos 45, marca tratada internamente como referência para a permanência. Na prática, isso significa conquistar seis vitórias até o fim do campeonato.

O próximo passo será contra o Red Bull Bragantino, no sábado (29/8), no Morumbis. Depois, o calendário reserva Atlético-MG e Palmeiras, além de confrontos com equipes que também lutam contra o rebaixamento. A reação, como aconteceu em 2013 e 2017, precisará aparecer antes que a proximidade com o Z4 transforme a comparação histórica em um problema ainda maior.

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Jogada10
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