São Paulo cobra R$ 9 milhões de ex-patrocinadores após calote
O São Paulo tenta recuperar aproximadamente R$ 9 milhões de antigos patrocinadores que interromperam os pagamentos de contratos comerciais. As dívidas envolvem Vitória Cup e Blue Saúde. Enquanto uma empresa não cumpriu um acordo de parcelamento, a outra contesta a cobrança e questiona o encerramento da parceria. O clube busca medidas judiciais para recuperar os valores.
O São Paulo acionou a Justiça para cobrar cerca de R$ 9 milhões de dois ex-patrocinadores por inadimplência. A Vitória Cup descumpriu um acordo de parcelamento e deve R$ 1,34 milhão. Já a maior parte da dívida vem da Blue Saúde, cobrada em R$ 7,7 milhões após interromper repasses; a empresa, contudo, alega que o clube violou o contrato ao retirar sua marca precocemente do uniforme. O Tricolor busca o bloqueio de bens e investimentos dos devedores para garantir o recebimento dos valores.
O São Paulo enfrenta uma disputa financeira envolvendo dois antigos patrocinadores e tenta recuperar aproximadamente R$ 9 milhões referentes a contratos comerciais que não tiveram os pagamentos concluídos. Os valores envolvem as empresas responsáveis pelas marcas Vitória Cup e Blue Saúde, que interromperam os repasses previstos nos acordos firmados com o clube.
A situação levou o Tricolor a buscar medidas judiciais para receber os recursos. Os contratos foram estabelecidos durante a gestão anterior e representavam importantes fontes de receita para o departamento financeiro. Com o descumprimento das obrigações, o clube passou a enfrentar dificuldades para recuperar os valores, que agora são discutidos na Justiça.
Os dois casos apresentam características diferentes. Enquanto uma das empresas chegou a reconhecer a dívida, mas não cumpriu o acordo de parcelamento, a outra contesta as cobranças e questiona a responsabilidade pelo encerramento antecipado da parceria.
Vitória Cup deixou dívida após interromper pagamentos
Um dos casos envolve a Vitória Cup, empresa que chegou a ocupar espaço no calção do uniforme profissional do São Paulo. A parceria foi anunciada em novembro de 2025 e previa um contrato de R$ 3 milhões, com pagamentos programados até o final de 2026.
Entretanto, os repasses foram interrompidos pouco tempo depois da assinatura. A segunda parcela do acordo, no valor de R$ 500 mil e com vencimento em dezembro, não foi quitada pela empresa.
Diante da inadimplência, o São Paulo decidiu retirar a marca do uniforme em janeiro. Posteriormente, em maio, as partes encerraram oficialmente a parceria e negociaram uma alternativa para solucionar a pendência financeira.
A Vitória Cup reconheceu a existência da dívida e alegou dificuldades de caixa relacionadas ao adiamento de jogos do torneio. Durante as negociações, foi estabelecido um acordo para o pagamento de R$ 500 mil, divididos em dez parcelas de R$ 50 mil.
O problema é que, segundo o clube, a empresa não realizou sequer o pagamento da primeira parcela. Com o descumprimento do acordo, o São Paulo voltou a cobrar o valor integral da dívida. Após atualização monetária e aplicação de multa, a cobrança chegou a aproximadamente R$ 1,34 milhão.
Blue Saúde é responsável pela maior parte da dívida
A segunda disputa envolve a Integra Assistência Médica, responsável pela marca Blue Saúde, que estampava a parte traseira da camisa do São Paulo.
O contrato foi firmado em 2024 e previa o pagamento total de R$ 17,4 milhões. Desse valor, a empresa chegou a repassar aproximadamente R$ 9,2 milhões até abril de 2025, quando os pagamentos foram interrompidos.
O clube cobra cinco parcelas que considera atrasadas, além de valores relacionados à multa pelo encerramento do contrato. A cobrança apresentada pelo Tricolor chega a aproximadamente R$ 7,7 milhões, incluindo honorários e despesas judiciais.
A empresa, entretanto, apresenta uma versão diferente sobre o encerramento da parceria. A Blue Saúde argumenta que o próprio São Paulo teria descumprido as condições contratuais ao retirar sua marca do uniforme antes do término do prazo concedido para a regularização dos pagamentos.
Segundo a defesa da empresa, o clube retirou a publicidade um dia depois de enviar uma notificação, mesmo existindo um prazo de 14 dias para que os valores pendentes fossem quitados.
Dessa maneira, a disputa judicial envolve não apenas os pagamentos atrasados, mas também a discussão sobre qual das partes teria descumprido primeiro as obrigações estabelecidas no contrato.
Clube busca patrimônio para garantir pagamento
Na tentativa de assegurar o recebimento dos valores relacionados à Blue Saúde, o São Paulo também realizou buscas por bens e recursos financeiros que pudessem ser utilizados para garantir o pagamento da dívida.
Durante as diligências, foram identificados três investimentos financeiros que somam aproximadamente R$ 114 mil, além de dois veículos. Entre eles está uma Land Rover blindada, que possui restrições registradas em outros cinco estados.
A empresa, por sua vez, questiona a possibilidade de utilização dos investimentos para quitar a cobrança. A justificativa apresentada é que os recursos seriam destinados a reservas obrigatórias exigidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que impediria sua utilização para essa finalidade.
Os pedidos relacionados ao bloqueio e à eventual penhora desses bens ainda dependem de decisões judiciais.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.