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Gigante do Brasileirão pode expulsar ex-presidente do clube; entenda

Reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo, prevista para acontecer nesta quarta-feira (9), pode decidir a expulsão de Júlio Casares do quadro associativo

9 set 2026 - 12h46
(atualizado às 12h46)
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Resumo
O Conselho Deliberativo do São Paulo vota a possível expulsão do ex-presidente Júlio Casares e a exigência de ressarcimento aos cofres do clube. Acusado de gestão temerária e de causar prejuízo material, ele é investigado por saques de cerca de R$ 7 milhões e pelo uso indevido de cartão corporativo. Casares nega irregularidades, alegando que os valores custearam despesas do futebol e que já reembolsou eventuais gastos não relacionados à sua função oficial.
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Foto: Rafael Ribeiro/ CBF / Esporte News Mundo

Uma reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo, prevista para acontecer nesta quarta-feira (9), a partir das 19h (de Brasília), na sede do clube, pode decidir a expulsão do ex-presidente Júlio Casares do quadro associativo. A informação foi publicada pelo Estadão.

Após a reunião, será iniciada a votação, que vai até às 17h de quinta-feira (10), que definirá o futuro do ex-mandatário.

Recomendada pela Comissão de Ética, a medida também sugere que Casares faça o ressarcimento do valor gasto de forma particular para os cofres do clube. A devolução será definida pelo departamento financeiro do time e validado pelo Conselho Fiscal.

Acusado de gestão temerária, prevista no artigo 34 do estatuto social do clube, Júlio Casares ocupou a presidência do São Paulo entre 2021 e janeiro de 2026, quando renunciou ao cargo.

Segundo a Comissão de Ética, o ex-presidente teria realizado saques de cerca de R$ 7 milhões, valores investigados pela Polícia Civil e Ministério Público. Casares, porém, afirma que o dinheiro foi destinado à despesas relacionadas ao futebol.

O uso do cartão corporativo também é apontado pela Comissão. A conduta é enquadrada como "dano ou prejuízo material", conforme o artigo 11 do estatuto do clube.

Em nota ao ENM, em fevereiro deste ano, a defesa de Casares afirmou que o ex-presidente "reembolsou integralmente eventuais  despesas que não se afigurassem integralmente consequentes da função por ele desempenhada no São Paulo". Além de destacar que o ex-mandatário teria sido responsável por solicitar a criação de um regulamento específico para o uso dos cartões corporativos no clube, que posteriormente resultaram na Política de Uso de Cartão Corporativo, aprovada pelo Conselho de Administração.

Esporte News Mundo
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