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Do sonho do título à luta pela fase de grupos da Liberta; relembre a queda tricolor no Brasileiro

3 dez 2019
09h15
atualizado em 5/12/2019 às 10h05
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Restam apenas duas rodadas para o São Paulo se despedir do Campeonato Brasileiro de 2019. A atual campanha do Tricolor foi marcada por altos e baixos e muitas trocas ao longo dos meses. Do sonho do título à luta pela fase de grupos da Libertadores, a equipe teve de lidar com uma derrocada considerável que envolveu protestos, demissões e, sobretudo, incertezas em relação ao futuro.

Depois de se superar na reta final do Campeonato Paulista com um time composto por jovens revelados em Cotia, que eliminaram o todo poderoso Palmeiras em pleno Allianz Parque, na semifinal, e acabaram vice-campeões estaduais, o São Paulo iniciou o Brasileirão cheio de esperança por conta de chegada de Cuca. O treinador desembarcou no Morumbi com status de "salvador da pátria" por conta do bom trabalho que fez em sua primeira passagem pelo Tricolor, em 2004, e os títulos conquistados nos últimos anos (Libertadores de 2013 com o Atlético-MG e Brasileiro de 2016 com o Palmeiras).

Cuca iniciou a campanha do São Paulo no Campeonato Brasileiro com o pé direito, vencendo os dois primeiros jogos, contra o Botafogo e Goiás. No entanto, nas dez partidas seguintes, o Tricolor só triunfou uma vez, somando outros cinco empates e três derrotas, desempenho que fez o clube cair para a nona colocação e deixar o alerta ligado.

Após essa incômoda sequência, o São Paulo se reergueu e embalou cinco vitórias consecutivas, algo que jamais voltaria a fazer nesta edição do Campeonato Brasileiro. O time venceu a Chapecoense, o Fluminense, o então líder Santos, Ceará e Athletico-PR, chegando a ficar a apenas dois pontos da ponta da tabela. Mas, o sonho de título durou pouco. As oscilações voltaram a assombrar Cuca, e o treinador acabou sendo demitido seis jogos depois, após a derrota para o Goiás em pleno Morumbi, deixando o clube com 55,5% de aproveitamento em 21 jogos na competição por pontos corridos.

Fora da zona de classificação direta à fase de grupos da Libertadores depois de ter investido alto em reforços de peso, como Pablo, Hernanes, Alexandre Pato, Daniel Alves e Juanfran, o São Paulo decidiu apostar em Fernando Diniz para recolocar o time nos trilhos e apresentar um futebol mais envolvente e atrativo. O treinador comandou seu primeiro treinamento na sexta e no sábado enfrentou o Flamengo, líder do Brasileirão, em pleno Maracanã. O resultado não foi dos piores: 0 a 0 contra a badalada equipe rubro-negra.

O início de Diniz foi bom, vencendo os dois primeiros jogos em casa, incluindo o clássico contra o Corinthians, e empatando as outras duas partidas fora, até que as oscilações, velho problema do São Paulo, reapareceram. O time de Fernando Diniz voltou a alternar vitórias e derrotas ao longo das rodadas seguintes e chegou a ficar quatro partidas sem vencer, inclusive sofrendo revés em casa para Fluminense e Athletico-PR, motivo suficiente para colocar o futuro de Diniz em xeque.

Em descrédito com parte da torcida, conselheiros e imprensa, Fernando Diniz, que tem um aproveitamento de 48,8% em 15 jogos, é o quarto treinador do São Paulo em 2019, ano marcado por muitas trocas não só no comando da equipe, mas também no elenco. Nesta quarta-feira, contra o Internacional, no Morumbi, só a vitória interessa. A classificação direta à fase de grupos da Libertadores só depende do próprio São Paulo, mas uma comemoração seria constrangedora para um clube que montou o elenco que montou e iniciou a competição sonhando com título.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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