Conselho do São Paulo adia votação da reforma estatutária
Encontro desta segunda-feira servirá apenas para debates, enquanto pleito definitivo ocorrerá no fim de agosto
O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, adiou a votação da proposta de reforma estatutária para o dia 24 de agosto. Anteriormente, os dirigentes pretendiam votar o texto nesta segunda-feira (17). No entanto, diversos conselheiros solicitaram mais tempo para analisar o conteúdo detalhadamente. Por essa razão, a reunião do dia 17 continuará mantida apenas para debates e esclarecimentos das diretrizes, sem a realização do pleito.
O texto final foi desenvolvido nos últimos meses por uma comissão especial de conselheiros. O projeto foca exclusivamente na governança interna do clube, sem qualquer relação com o processo eleitoral ou com a criação de uma SAF. Inclusive, a comissão discutiu reduzir a exigência de aprovação para sociedade empresária de 75% para 50%, mas descartou a ideia na redação definitiva.
Mudanças estruturais no Conselho de Administração
A proposta estabelece uma clara divisão de poderes para profissionalizar a gestão tricolor. O Conselho de Administração passará a contar com nove integrantes, sendo cinco membros independentes selecionados por empresa especializada. Além disso, o Conselho Deliberativo terá a função de aprovar esses nomes em votação aberta e definir a remuneração de cada um.
Dessa forma, o presidente do clube não assumirá automaticamente a presidência do Conselho de Administração. Os nove integrantes escolherão o líder do órgão por votação interna. Por outro lado, o departamento de compliance ficará subordinado diretamente a esse colegiado. O setor também terá a responsabilidade de elaborar a proposta orçamentária anual e planejará metas estratégicas para períodos de três a cinco anos.
Acesso a contratos do futebol do São Paulo
O colegiado terá direito a examinar todos os contratos de atletas, membros de comissões técnicas e intermediários em até sete dias. Enquanto isso, o projeto traz novas exigências técnicas para a composição do Conselho Fiscal. O órgão precisará ter ao menos um profissional formado em Ciências Contábeis com registro regular no CRC. Caso o grupo não possua esse perfil, o clube contratará uma empresa de contabilidade externa.
O texto também concede autonomia ao Conselho Fiscal para exigir documentos diretamente aos diretores executivos. Paralelamente, o projeto corrige o conflito do quórum de impeachment, fixando a margem de dois terços dos votos para destituir um mandatário. Por fim, o documento estabelece punições rígidas para dirigentes que utilizarem recursos em benefício próprio, soneguem tributos ou omitam relatórios financeiros aos sócios. Se o plenário aprovar as regras no dia 24, a proposta seguirá para a Assembleia Geral dos associados.
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