Vojvoda vê pressão aumentar no Santos e jogo contra o Vasco vira "decisão"
Eliminação no Paulistão coloca trabalho do treinador em dúvidas e nova derrota do Peixe pode culminar em uma demissão
A queda precoce no Campeonato Paulista elevou o nível de cobrança sobre Santos e colocou o trabalho de Juan Pablo Vojvoda em xeque. Nesse cenário, o duelo desta quinta-feira (26/2), às 19h, contra o Vasco, na Vila Belmiro, ganhou contornos decisivos para a sequência do treinador no cargo.
O confronto, válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, antecede um raro período de respiro no calendário santista. Após encarar o Vasco, o Peixe terá 12 dias sem jogos oficiais e só voltará a campo no dia 10, diante do Mirassol, novamente pela Série A. Internamente, essa pausa é vista como estratégica em caso de mudança no comando, já que permitiria tempo para negociações e adaptação de um eventual novo técnico.
Apesar do clima de pressão, não há consenso nos bastidores. Parte da diretoria defende a manutenção de Vojvoda, independentemente do resultado contra o Vasco, argumentando que a eliminação no Estadual não pode ser o único fator de avaliação. Ainda assim, o desgaste cresce, sobretudo sobre o presidente Marcelo Teixeira, alvo de cobranças após a sequência de atuações pouco convincentes.
O peso do último tropeço aumentou o debate. Na derrota para o Novorizontino, que decretou a eliminação no Paulistão, Vojvoda teve à disposição força máxima, incluindo Neymar como titular, além dos recuperados Adonis Frías e Zé Rafael. Mesmo assim, o Santos apresentou baixo rendimento e sofreu o gol decisivo no último lance da partida.
Os números ajudam a explicar a insatisfação. Desde que assumiu o comando, em agosto do ano passado, Vojvoda dirigiu o Santos em 30 jogos, com nove vitórias, 12 empates e nove derrotas. Assim, alcançou um aproveitamento de 43,3% dos pontos disputados.
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