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Veja as 10 piores contratações no futebol brasileiro de 2018

Contratados como esperança de gols, os atacantes são maioria nesta lista que, claro, poderia ter mais gente

30 dez 2018
04h41
atualizado às 10h43
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Janeiro e junho são sempre meses de esperança para os torcedores. Os clubes contratam reforços que deixam todos com esperança de dias melhores. Mas, muitas vezes, o sonho vira pesadelo. E 2018 não foi diferente, principalmente para os atacantes.

Jonathas durante o treino do Corinthians realizado no CT Dr. Joaquim Grava, Zona Leste de São Paulo
Jonathas durante o treino do Corinthians realizado no CT Dr. Joaquim Grava, Zona Leste de São Paulo
Foto: MARCO GALVãO/FOTOARENA / Estadão Conteúdo

Jonathas (Corinthians)

Contratado por empréstimo do Hannover, da Alemanha, no final do mês de junho, o atacante chegou para tentar resolver o problema da falta de gols do Corinthians. Mas não correspondeu. O jogador passou muito tempo no departamento técnico, o que irritou comissão técnica e diretoria. Ele terminou o ano com apenas um gol em nove jogos.

Bryan Ruiz (Santos)

O costarriquenho foi contratado depois da Copa do Mundo da Rússia. Era para ser o camisa 10, o cérebro da equipe, mas não correspondeu. O meia virou até motivo de atrito entre o presidente José Carlos Peres e o técnico Cuca, que não gostou de o dirigente afirmar que ele estava atuando fora de posição. Foram 14 jogos e nenhum gol.

Tréllez (São Paulo)

Quinto reforço do São Paulo para 2018 e anunciado ao lado de Nenê, o colombiano, que custou R$ 6 milhões por 70% dos direitos econômicos, não demonstrou futebol para ser titular da equipe. Até fez alguns gols importantes no Campeonato Brasileiro, mas, no geral, não comprovou o investimento. Foram seis gols em 38 jogos.

Gustavo Scarpa (Palmeiras)

O imbróglio com o Fluminense na Justiça fez o meia entrar na lista. Contratado para dividir o fardo da armação com Lucas Lima, o jogador ficou mais tempo afastado por causa de liminares do que em campo. No fim, o Palmeiras teve de pagar R$ 6,7 milhões para ficar com o atleta. Foram 22 jogos e quatro gols.

Henrique Dourado (Flamengo)

O investimento de R$ 11,5 milhões não deu retorno. O atacante não repetiu o desempenho do Fluminense no arquirrival. Não à toa, o clube se reforçou com Uribe para ocupar o lugar de Henrique Dourado, que amargou o banco durante boa parte da temporada. Ao todo, o jogador disputou 40 jogos e marcou 12 gols.

Guerrero (Internacional)

O prejuízo não foi financeiro, mas esportivo. O Internacional arriscou ao contratar o peruano que estava suspenso por doping. Acertou um salário robusto, cerca de R$ 800 mil mensais, e tinha esperança de que ele poderia ajudar na luta pelo título do Campeonato Brasileiro. O atacante não conseguiu se livrar do gancho e não entrou em campo.

Bruno Silva (Cruzeiro)

Em um negócio de R$ 5 milhões, o volante chegou ao clube após uma excelente temporada pelo Botafogo e tinha tudo para virar titular com o técnico Mano Menezes. O jogador, no entanto, não repetiu o bom desempenho no Cruzeiro. Foram 33 jogos e dois gols. Apesar de ter contrato até 2020, ele deve deixar o clube em 2019.

Marinho (Grêmio)

Contratado por quase R$ 10 milhões, o atacante, que estava no Changchun Yatai, da China, chegou em junho em um acordo até 2021. O jogador, que teve uma ótima temporada no Vitória antes de ir para o futebol chinês, não conseguiu aproveitar as chances que teve quando Renato Gaúcho poupou os titulares. Foram 15 jogos e um único gol.

Kayke (Fluminense)

O atacante foi contratado como um substituto para o artilheiro Pedro. A diretoria do Fluminense estava preocupada em perder o titular para o futebol europeu, mas uma lesão afastou o jogador. Kayke teve algumas chances, mas não correspondeu e perdeu espaço em uma equipe que pouco marcava gols. Foram nove jogos e nenhuma bola na rede.

Denilson (Atlético-MG)

Contratado para ser reserva imediato de Ricardo Oliveira e uma aposta para o futuro, afinal tem apenas 22 anos e assinou por cinco temporadas, o atacante, que estava no Vitória e pertencia ao Granada, da Espanha, foi uma decepção após um investimento de R$ 1,3 milhão. Foram oito jogos e nenhum gol. Deve ir embora em 2019.

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Estadão
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