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Sandro Mazzola é homenageado em funeral com presença de ídolos da Inter

Cerimônia de despedida do ex-craque aconteceu na Basílica de Sant'Ambrogio, em Milão

21 set 2026 - 12h53
(atualizado às 13h12)
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Resumo
A Itália despediu-se nesta segunda-feira (21) de Sandro Mazzola, lenda da Internazionale e vice-campeão mundial em 1970, que faleceu aos 83 anos. Realizado na Basílica de Sant'Ambrogio, em Milão, o funeral reuniu dirigentes, torcedores e ídolos do clube, como Bergomi e Córdoba, além de representantes do rival Milan. Peça-chave da Inter nos anos 1960 e campeão da Eurocopa em 1968, Mazzola marcou época dentro de campo e também como diretor, sendo reverenciado por seu legado de tenacidade no esporte.

A Itália se despediu nesta segunda-feira (21) do ex-atacante Sandro Mazzola, uma das maiores lendas da Internazionale e vice-campeão da Copa do Mundo de 1970. O ídolo nerazzurro faleceu na última sexta-feira (18), aos 83 anos.

Milão, onde o ex-jogador brilhou com a camisa da Inter, está de luto por Mazzola. As bandeiras nos prédios públicos da cidade estão a meio mastro, enquanto a Basílica de Sant'Ambrogio recebeu o funeral do ex-craque interista.

"Uma lenda e uma figura que despertou tantas emoções nos deixou. Nosso dever primordial é preservar os valores incorporados por esse legado e transmiti-los aos nossos jovens, incluindo os das categorias de base. Sandro personificava esses valores, que são cruciais para a vida futura de nossos jovens jogadores", disse Giuseppe Marotta, presidente da Inter.

Já o ex-mandatário do clube Massimo Moratti agradeceu pelo legado deixado por Mazzola e elogiou sua "determinação" e "tenacidade". A torcida organizada da Beneamata, por sua vez, exibiu uma faixa afirmando que o nome do ex-atacante permanecerá para sempre na história interista.

Giuseppe Bergomi, lendário ex-capitão da Internazionale, recordou que Mazzola apoiou sua estreia pelo clube, quando a equipe era comandada por Eugenio Bersellini (1936-2017), ex-técnico nerazzurro conhecido como "sargento de ferro". Na época, o ex-atacante trabalhava na diretoria dos nerazzurri e foi primordial para levar Ronaldo "Fenômeno" ao clube italiano nos anos 1990.

"Ele foi uma pessoa importante para mim, pois defendeu minha estreia sob o comando de Bersellini, elaborou meu primeiro contrato e acompanhou toda a minha trajetória profissional. Mas o que sempre gosto de ressaltar sobre Sandro é que ele nunca foi uma figura divisiva. Ele foi um grande campeão, daqueles que não representam apenas um clube, mas que pertencem a todos", afirmou Bergomi.

O presidente do Milan, Paolo Scaroni, participou do funeral de Mazzola e foi aplaudido pelos torcedores interistas, especialmente após os fãs juventinos não terem respeitado o minuto de silêncio antes do jogo contra a Atalanta, em Turim, que terminou com vitória da Velha Senhora por 2 a 0.

Muitos ex-jogadores da Inter também marcaram presença na despedida de Mazzola, como Aristide Guarneri, Francesco Toldo, Iván Córdoba e Esteban Cambiasso.

Mazzola foi peça-chave da lendária equipe da Inter dos anos 1960 e ajudou o clube a conquistar quatro títulos da Série A e duas Copas da Europa, em 1964 e 1965. Na decisão da primeira conquista, o italiano marcou dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Real Madrid. Pela Azzurra, o ex-jogador integrou a equipe que conquistou a Eurocopa de 1968 e chegou à final da Copa do Mundo de 1970.

O ex-centroavante também era filho de Valentino Mazzola, integrante do grande time do Torino que morreu no desastre aéreo de Superga, em 1949. .

Ansa - Brasil
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