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Recorde mundial: brasileiro fatura marca de corrida em esteira

Pepe Fiamoncini levou o corpo humano ao limite ao percorrer 188 km em 24 horas sobre uma esteira

6 fev 2026 - 12h17
(atualizado às 12h23)
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Foto: Esporte News Mundo

O multiatleta Pepe Fiamoncini estabeleceu um feito histórico de resistência ao correr 188 quilômetros em 24 horas sobre uma esteira, marca alcançada na manhã desta quinta-feira (05/02), na Rio Academia, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. O desafio foi concluído às 9h, após um dia inteiro de corrida contínua, com paradas apenas para necessidades fisiológicas e troca de calçados.

Pepe durante a prova –
Pepe durante a prova –
Foto: Reprodução/Instagram / Esporte News Mundo

A distância percorrida equivale a mais de quatro maratonas consecutivas e coloca Fiamoncini em posição de destaque no cenário mundial do ultradesporto. O atleta submete agora toda a documentação ao Guinness World Records, que exige gravação ininterrupta, testemunhas presenciais e dados técnicos da esteira para validação oficial da marca.

Contador de formação, Fiamoncini iniciou sua trajetória esportiva durante a pandemia e construiu uma progressão rápida no esporte de resistência, passando por provas de Ironman e Ultraman até alcançar recordes extremos. Este é o terceiro grande feito encaminhado ao Guinness, após correr 170 km no Salar de Uyuni, na Bolívia, e completar 110 km em 12 horas em uma esteira. O próximo objetivo do atleta é a Badwater 135, ultramaratona de 217 km disputada no Vale da Morte, nos Estados Unidos, considerada uma das provas mais duras do mundo.

A comparação entre o esforço de Pepe Fiamoncini e o de um jogador de futebol profissional evidencia dois extremos do rendimento físico. Enquanto o futebol de alto nível é marcado por intensidade explosiva e intermitente, o desafio enfrentado por Pepe se baseia no volume absoluto e na resistência prolongada. Em termos energéticos, a diferença é brutal: um atleta de elite do futebol consome entre 1.500 e 2.000 calorias em cerca de 90 minutos de jogo, ao passo que Pepe chegou a um gasto estimado entre 15.000 e 18.000 calorias ao longo de 24 horas contínuas de corrida.

Essa discrepância revela o que especialistas chamam de "escala do esforço". Em um único dia, Pepe consumiu energia equivalente à de um jogador atuando em nove partidas completas seguidas, sem intervalo para recuperação real. No futebol, o corpo opera no limite em picos curtos, com sprints, mudanças bruscas de direção e alta exigência neuromuscular, elevando a frequência cardíaca a patamares próximos do máximo. Já no ultradesporto, o organismo trabalha em um ritmo mais controlado, porém constante, por tempo extremo, o que impõe um desgaste profundo aos sistemas muscular, metabólico e hormonal.

A recuperação também segue lógicas distintas. Um jogador de futebol costuma reequilibrar seus estoques energéticos em até três dias, enquanto um ultramaratonista pode levar semanas para normalizar inflamações, hormônios e reservas corporais após um desafio como os 188 km de Pepe. A diferença está no combustível: o futebol depende majoritariamente do glicogênio, fonte rápida de energia, enquanto, após algumas horas, o corpo de Pepe passa a operar como uma verdadeira máquina de queima de gordura. É a oposição clara entre potência e resistência, como um carro de Fórmula 1 frente a um caminhão cruzando o país sem parar.

Esporte News Mundo
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