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Veja atletas da Portuguesa que defenderam a seleção brasileira

Nomes como Djalma Santos, Julinho Botelho, Brandãozinho, Jair da Costa e Zé Maria defenderam o Brasil em Copas do Mundo

14 ago 2020
10h10
atualizado às 10h10
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A Portuguesa comemora seu centenário na sexta-feira, 14 de agosto. Ao longo de sua história, o time teve importantes jogadores na seleção brasileira, como Djalma Santos e Julinho Botelho, sendo o clube brasileiro fora dos '12 grandes' que mais vezes cedeu atletas ao Brasil em Copas do Mundo, em seis ocasiões. O Estadão recorda a seguir atletas que jogaram pela seleção enquanto defendiam a Lusa.

Primeira convocação

O primeiro jogador da história do clube a ser convocado pela seleção brasileira foi o goleiro Mesquita, em 1922, ainda durante a fusão com o Mackenzie, que chegaria ao fim em 1923. Ele disputou o jogo da Copa Roca, contra a Argentina, e posteriormente outra partida contra o Paraguai.

Importância na década de 1950

Após um hiato lusitano na CBD, Nininho e Simão foram convocados para a disputa do Torneio Sul-Americano de 1949, sediado no Brasil. Com três e cinco gols, respectivamente, os dois ajudaram a equipe a se tornar tricampeã.

Em 1950, José Lázaro Robles, o Pinga, foi convocado para defender o Brasil na primeira edição do Taça Oswaldo Cruz, entre Brasil e Paraguai. Ele marcou dois gols em três partidas, mas não conseguiu disputar a Copa do Mundo àquele ano.

Em 1952, Brandãozinho, Julinho Botelho e Djalma Santos - além do próprio Pinga - ajudaram o Brasil a conquistar o título dos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, o primeiro da seleção brasileira jogando fora do País. Os quatro continuariam sendo parte vital da equipe, fazendo parte de todo o processo eliminatório e da própria Copa do Mundo de 1954, na Suíça. No começo do ano, porém, Pinga transferiu-se para o Vasco antes do Mundial.

Nos anos seguintes, apenas Djalma Santos manteve o vínculo da Lusa com a seleção. Na Copa do Mundo de 1958, ficou na reserva de De Sordi até a grande final contra a Suécia, quando foi acionado após a lesão do companheiro. Vital na vitória por 5 a 2, foi considerado o melhor lateral-direito do torneio, mesmo disputando uma única partida. Djalma ainda esteve no vice do Sul-Americano de 1959, na Argentina, antes de se transferir para o Palmeiras.

Tri da seleção contou com atletas da Lusa

Em maio de 1960, Servílio foi chamado por Vicente Feola para disputar duas partidas da Copa Roca, contra a Argentina, marcando gol decisivo no jogo de volta.

Na Copa do Mundo de 1962, Aimoré Moreira convocou Jair da Costa, que disputou apenas o jogo contra o País de Gales, vencido por 3 a 1. O atleta integrou o elenco campeão do mundial no Chile.

Nos anos seguintes, Ditão, Edílson e Nair, além do goleiro Félix e do atacante Ivair, fizeram suas estreias pelo Brasil enquanto jogavam pela Portuguesa. Nenhum, porém, esteve na Inglaterra em 1966, quando o Brasil foi eliminado logo na 1ª fase da Copa.

O lateral Zé Maria, que faria história no Corinthians na década seguinte, ganhou sua primeira chance quando ainda estava na Lusa, em 1968, assim como Marinho Peres e Leivinha. Zé Maria foi o último atleta da Lusa a ser convocado para uma Copa do Mundo, em 1970, apesar de não ter entrado em campo na campanha do tri, no México.

Enéas de Camargo, destaque na campanha do título lusitano no Paulistão de 1973, recebeu uma chance com a camisa amarela durante a preparação para a Copa de 1974, mas não integrou o elenco que foi à Alemanha. Ele ainda seria lembrado em outras ocasiões nos anos seguintes, sem grande destaque.

Em 1987, Edu Marangon, revelação da base do Canindé, ganhou chances na seleção, disputando inclusive a Copa América daquele ano. Em 1989, o meia Toninho entrou em campo uma única vez com a camisa da CBF enquanto estava na Lusa.

A década de 1990

Em março de 1991, meses após ser eleito o melhor jogador da Copa São Paulo, Dener fez sua estreia pela seleção brasileira, participando do lance do gol de empate em um 3 a 3 contra a Argentina. Nos anos seguintes, Nilson e o veterano goleiro Carlos foram lembrados por Parreira.

Na segunda metade da década de 1990, no embalo da boa fase do clube, que chegou longe no Brasileirão por três anos seguidos, diversos atletas foram convocados por Zagallo, como os laterais Zé Roberto e Zé Maria, o meia Rodrigo Fabri e o goleiro Clemer. Em 1998, já sob o comando de Luxemburgo, o zagueiro César disputou a Copa Concacaf pelo Brasil. O técnico também contaria com o zagueiro Emerson nos anos seguintes.

Últimos convocados

No novo milênio, já com o clube em decadência, poucos atletas lusitanos chamaram a atenção da seleção brasileira. O goleiro Carlos Germano foi convocado para ser reserva na Copa das Confederações de 2001 enquanto jogava pela Lusa, por exemplo. Na ocasião, jogadores de times que estivessem disputando a Copa do Brasil, Libertadores ou finais de estaduais foram poupados.

Em novembro de 2002, após a saída de Felipão e antes da contratação de Parreira, Zagallo fez um último jogo como técnico do Brasil, em amistoso contra a Coreia do Sul. O atacante Denílson, à época na Espanha, se lesionou. Para seu lugar, foi convocado o jovem Ricardo Oliveira, então com 22 anos de idade.

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Estadão
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