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Paz&amor: Seleção chega a feito inédito nas graças de Neymar

20 ago 2016
21h39
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Neymar desabou em campo após marcar o gol de pênalti e dar por encerrada uma espera de mais de 60 anos. O futebol do Brasil jamais tinha sido agraciado com a medalha de ouro numa olimpíada. Desde 1952 buscava esse lugar no pódio. Esbarrou várias vezes em erros que lhe desviaram do caminho. Agora, tudo isso ficou para trás. E não há como deixar em segundo plano a campanha de Neymar, embora a maior parte do time tenha se destacado.

Neymar imita a comemoração de Bolt na frente da torcida brasileira
Neymar imita a comemoração de Bolt na frente da torcida brasileira
Foto: Getty Images

O craque foi decisivo e jogou o que se espera dele. Na decisão desse fim de tarde de sábado, no Maracanã, a Alemanha não teve forças para superar um time que suou e se entregou o tempo todo,  sempre com Neymar a frente. O público retribuía. Milhares de pessoas, vestidas de camisa amarela, já exultavam o número 10 desde o inicio.

Foi dele o belo gol de falta, o que não é sua especialidade, logo no primeiro tempo. De seus pés também saíram as principais jogadas da equipe, dribles e passes precisos que deixavam seus colegas em condições de fazer outros gols. Neymar já mostrara esse mesmo empenho nas últimas partidas. Contra Honduras, na semifinal,  fez um gol relâmpago, com 14 segundos de bola rolando. Ali, ficou evidente sua vontade de lutar até mesmo em lances praticamente perdidos. De lutar até o fim.

Neymar cansou na parte final da partida. Fazia muito calor no Rio e a Alemanha tinha empatado o jogo. Todos os dois times chegavam à prorrogação exaustos. Ainda nesses últimos 30 minutos, Neymar criou duas jogadas que poderiam evitar o drama das cobranças de pênaltis. Mas foram desperdiçadas pelos atacantes.

Veio então o momento de maior sofrimento para os torcedores. A decisão da medalha de ouro nos pênaltis. Todos haviam convertido as cobranças, menos Petersen. O chute do alemão parou nas mãos do goleiro Weverton. Naquele instante, milhões de olhos atentos de dezenas de países, diante da TV, se voltaram para Neymar. Ele caminhava para se consagrar. Pesavam em suas costas muitas críticas quanto ao seu comprometimento recente com a seleção. Sabia, ali, qual a melhor resposta.

Na hora da entrega de sua medalha, ovacionado mais uma vez, beijou o símbolo dourado e ergueu os braços. O Maracanã veio abaixo. "Neymar, Neymar, Neymar." A Olimpíada do Rio reservaria essa vitória histórica do futebol brasileiro e elevaria Neymar ao topo, ao Olimpo.

 

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