Palmeiras recebeu mais de R$ 24 milhões antes de rescindir contrato; entenda
O Palmeiras arrecadou R$ 24,6 milhões da Fictor antes de rescindir unilateralmente o patrocínio em fevereiro de 2026, devido a atrasos e à crise financeira da parceira, que entrou em recuperação judicial com dívidas de R$ 4,2 bilhões. Com um calote pendente de cerca de R$ 2,6 milhões referente a janeiro, o clube foi incluído no quadro de credores e aguarda a Assembleia Geral em outubro para a aprovação do plano de reestruturação da empresa, que determinará prazos e condições de quitação do valor.
O Palmeiras recebeu R$ 24.666.666,59 líquidos da Fictor durante o período em que a parceria entre as partes esteve em vigor. A informação foi levantada pelo portal 'Nosso Palestra', que detalhou os valores repassados ao clube paulista até a rescisão do contrato.
O patrocínio havia começado em março de 2025. O planejamento original previa um compromisso de três anos, com possibilidade de renovação por mais um, estipulando o pagamento de R$ 25 milhões fixos por temporada e um bônus de R$ 5 milhões atrelado ao desempenho esportivo.
No entanto, o cenário mudou em menos de um ano de operação. Em 2 de fevereiro de 2026, a diretoria alviverde anunciou a rescisão unilateral do contrato, motivada por atrasos nos repasses financeiros e pela deflagração da crise do grupo patrocinador.
Em nota oficial divulgada na época do rompimento, a instituição foi direta sobre os motivos: "A Sociedade Esportiva Palmeiras informa a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo".
Apesar do montante milionário já arrecadado, o clube ainda possui dinheiro a receber. Os documentos judiciais apontam uma dívida em aberto de aproximadamente R$ 2,6 milhões, valor que corresponde à parcela de janeiro de 2026 que não chegou a cair nos cofres palmeirenses.
Para recuperar essa fatia restante, o Palmeiras precisou ser incluído na lista oficial de credores da empresa. A Fictor entrou com pedido de recuperação judicial também em fevereiro de 2026, declarando à Justiça um passivo total que atinge a marca de R$ 4,2 bilhões.
O colapso financeiro da companhia se tornou público no fim de 2025. O grupo tentou adquirir o Banco Master, mas a operação falhou e culminou na liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central, o que travou o fluxo de caixa do patrocinador e inviabilizou os pagamentos.
Com o processo de recuperação aceito pela Justiça paulista em abril, a cobrança do Palmeiras deixou de ser um trâmite rápido e individual. Agora, o clube faz parte de uma negociação coletiva e está sujeito aos trâmites da legislação empresarial.
O cronograma estabelece que qualquer pagamento depende da aprovação de um plano de reestruturação. A Fictor apresentou sua proposta formal de pagamento em junho de 2026, detalhando as condições necessárias para tentar honrar os compromissos com todos os envolvidos.
O próximo passo decisivo para o time paulista ocorrerá em outubro. Neste próximo mês, está prevista a Assembleia Geral de Credores, evento que definirá se o plano da empresa será aprovado e ditará os novos prazos para que o Palmeiras receba a dívida pendente.
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