PUBLICIDADE
Logo do

Palmeiras

Meu time

Palmeiras fecha parceria e lança $VERDAO, fan token oficial do clube; entenda como funciona

Ativos digitais poderão ser adquiridos na plataforma socios.com. Ainda não há data para início das vendas

8 dez 2021 14h10
| atualizado às 15h30
ver comentários
Publicidade

O Palmeiras anunciou nesta quarta-feira, dia 8, o lançamento oficial do $VERDAO, fan token oficial do clube — ativo digital que funciona como item colecionável. A ação é uma parceria com a Chiliz, uma das principais provedoras de ativos digitais em esportes e entretenimento, e a plataforma de recompensas Sócios.com. Ainda não há data para o início das vendas.

Segundo o Palmeiras, quem adquirir o criptoativo terá a oportunidade de opinar em enquetes sobre os mais variados temas, que podem incluir design de produtos, numeração de camisa de jogador, músicas, mensagens inspiradoras, entre outros. Quem adquirir a $VERDAO também terá a chance de ganhar recompensas exclusivas e colecionáveis do clube.

Palmeiras anunciou lançamento da fan token oficial do clube nesta terça-feira
Palmeiras anunciou lançamento da fan token oficial do clube nesta terça-feira
Foto: Divulgação/'Palmeiras / Estadão

O token pode será adquirido na própria plataforma da Sócios.com. Por sua vez, os associados Avanti acima de 18 anos poderão receber uma unidade do ativo, a depender de regras ainda a serem divulgadas, para desfrutar dos benefícios.

"Essa é mais uma grande parceria que estabelecemos para o Palmeiras, que aumentará ainda mais o engajamento da torcida no Brasil e no mundo. Além de ser uma importante e nova fonte de receita, acreditamos que os fan tokens aumentarão a conexão digital com nossos torcedores. Depois de um processo de análise muito cuidadosa, estamos felizes em anunciar a Socios.com como a mais nova parceira do Palmeiras", disse o presidente Maurício Galiotte.

Os fans tokens já são comuns entre os times tradicionais na Europa, como Barcelona, Milan e Paris Saint-Germain, e surgem no futebol brasileiro como forma de gerar receitas. Anteriormente, a seleção brasileira anunciou uma parceria com a Bitci Technology, empresa turca de blockchain — tecnologia que permite a transação de criptomoedas, evitando fraudes —, para o lançamento de uma criptomoeda oficial e de tokens não fungíveis (NFTs, na sigla em inglês), com contrato de três anos.

"Estamos muito satisfeitos em firmar essa parceria com o Palmeiras, um dos clubes mais bem-sucedidos do Brasil e da América Latina. Se associar ao Palmeiras faz parte da nossa pegada de expansão no país, capital mundial da paixão pelo futebol", disse o Alexandre Dreyfus, CEO da Chiliz e da socios.com

O crescimento deste tipo de parceria se acentou durante a pandemia, muito em razão da perda de receitas com falta de público nos estádios. Os times de futebol passaram a se unir com empresas de tecnologia de criptomoedas, que emitem os tokens e obtém uma parte da receita de sua venda inicial.

"O futebol ficou sem capacidade de criar novas fontes de receita, mas ainda assim possui um ativo valioso que são os dados, e isso abriu espaço para modelos inovadores de parceria. O torcedor em geral se entrega, ainda mais quando tende a explorar produtos e serviços difereciados, e se tem algo que o mercado de criptoativos sabe usar a seu favor, é isso", explica Bruno Maia, especialista em inovação e novos negócios na indústria do esporte.

No Brasil, o pioneiro foi o Vasco, que no final de 2020 lançou o "Vasco Token". De acordo com o clube carioca, na ocasião recebeu como adiantamento R$ 10 milhões da empresa parceira, a Mercado Bitcoin, e uma quantia de R$ 1,2 milhão já teria sido negociada com o criptoativo, com 12.200 unidades vendidas. Assim, quando jogadores como Philippe Coutinho e Douglas Luiz forem negociados por seus times atuais e o Vasco receber sua parcela como clube formador, quem comprou o token terá direito a uma pequena parte.

Para comemorar o aniversário de 111 anos, o Corinthians lançou seu fan token em setembro. Cada token corinthiano, intitulado $SCCP, foi ofertado por US$ 2 cada (R$ 11 na cotação da época). Em pouco mais de duas horas, foram vendidos todos os 850 mil tokens à disposição, sendo arrecadado US$ 1,7 milhão (R$ 8,9 milhões). O montante no qual o clube teve direito não foi revelado.

"O mercado de criptoativos e blockchain está em um momento de conquista de novos usuários, então entrar no mercado de futebol faz sentido. Não é por acaso que os bancos sempre estiveram lá. É possível gerar leads, captar clientes, atingir novos públicos", acrescenta o especialista Bruno Maia.

Estadão
Publicidade
Publicidade