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Marcos guarda na história três "estreias" na equipe profissional do Palmeiras

5 jan 2012 - 19h19
(atualizado em 5/1/2012 às 10h13)
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A estreia de Marcos com a camisa da equipe principal do Palmeiras gera controvérsias. A primeira partida do pentacampeão pelos profissionais aconteceu em 1992, mas o ex-goleiro desconsidera o jogo e aponta sua terceira chance como a verdadeira estreia pelo clube.

A única semelhança entre os três primeiros compromissos de Marcos é o placar, já que todos terminaram com vitória por 4 a 0 da equipe alviverde. Apesar de o ex-goleiro não considerar, o debute real aconteceu no dia 16 de maio de 1992, em amistoso contra a Esportiva Guaratinguetá, no estádio Dario Leite Rodrigues.

Na época, o titular Carlos estava servindo à Seleção Brasileira, e o reserva Ivan havia sido afastado pelo então técnico alviverde, Nelsinho Baptista, que recorda da oportunidade dada ao jogador que se tornaria ídolo.

"O que chamava a atenção no Marcos era o biótipo. Eu o coloquei naquela partida e foi bem. Eu vinha conversando com o (preparador da base, Carlos) Pracidelli e, com um plano tranquilo, resolvemos que eu o colocaria para jogar, para sentir realmente a condição dele. E aconteceu o que todo mundo viu", comenta Baptista.

A partida não gerou tanta dificuldade ao Palmeiras, e Marcos comprovou o que Nelsinho já vinha observando nos treinos. "Na época, lógico que a gente sabia que seria um jovem com um futuro grande pela frente, mas prever tudo o que aconteceu na carreira dele seria uma coisa de Deus. Ele realmente demonstrava uma condição muito boa".

O primeiro gol da goleada por 4 a 0 sobre a Esportiva Guaratinguetá foi marcado pelo então zagueiro Toninho Cecílio, aos 23min do primeiro tempo.

"Eu me lembro que ele foi muito bem naquela partida, era garoto, estava querendo mostrar serviço. E ele tinha bastante cabelo (risos). Mas o Marcos sempre foi, desde que ele chegou como terceiro ou quarto goleiro, um cara humilde, de personalidade, que queria se destacar. O Marcos de hoje era o mesmo da época. E ele ainda não tinha carro, então eu já dei várias caronas a ele", lembra o ex-zagueiro.

Apesar de não ter sofrido gols no amistoso, Marcos só voltou a ter uma oportunidade entre os profissionais do Palmeiras em 1996, quando disputou sua primeira partida em um campeonato oficial, o Paulista, no dia 30 de março. Na ocasião, o ex-goleiro substituiu Velloso no decorrer da partida, que terminou também com goleada por 4 a 0 sobre o XV de Jaú, pelo primeiro turno.Mais uma vez sem ser vazado, o camisa 12 voltou a ser obrigado a esperar, mas, desta vez, não por muito tempo. Em 19 de maio do mesmo ano, Marcos foi titular pela primeira vez em uma partida de competição oficial. Velloso estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo no Estadual, e seu reserva imediato se destacou no triunfo sobre o Botafogo de Ribeirão Preto.

O ex-goleiro considera este jogo como sua estreia por ter sido titular em um duelo com a disputa pelos três pontos. Em campo, Djalminha marcou três vezes, e Müller completou o placar do confronto. Mas, apesar do show do meia, o ex-goleiro também pôde mostrar seu trabalho. O árbitro paraguaio Epifânio Gonzalez assinalou pênalti contra o Palmeiras.

Paulo César fez a cobrança no canto direito do goleiro, que acertou o lado e espalmou para fora. Na sequência, Marcos ajoelhou no gramado, com os dedos apontados para o céu, em uma cena que se repetiu muitas vezes durante sua carreira.

Exemplo de amor à camisa no futebol moderno

A carreira de Marcos pode ser classificada como uma das mais bonitas dos últimos anos. Mesmo consagrado e objeto de desejo de grandes clubes europeus durante a trajetória dentro dos gramados, o goleiro deu um raro exemplo de "amor à camisa" no futebol moderno. O camisa 12 permaneceu os quase 20 anos de vida futebolística na mesma instituição: a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Com a camisa alviverde, Marcos conquistou os maiores títulos da organização paulista. Campeão brasileiro nos anos de 1993 e 1994, o goleiro alcançou o auge da carreira. Em um espaço de apenas três meses, deixou o banco de reservas para se tornar um dos principais responsáveis pelo título inédito da Copa Libertadores da América de 1999, a maior glória obtida pelo Palmeiras até hoje.

Já tratado como ídolo, Marcos conquistou ainda mais a torcida na edição seguinte da competição sul-americana. Embora tenha passado por um péssimo momento de pressão, após falhar na decisão do Mundial de 1999 (não conseguiu interceptar um cruzamento de Ryan Giggs, que resultou no gol do título do Manchester United, marcado por Roy Keane), o goleiro se tornou símbolo da vitoriosa geração alviverde ao novamente impedir o arquirrival Corinthians de seguir no torneio.

Na semifinal, Marcos defendeu o pênalti cobrado por Marcelinho Carioca, principal ídolo corintiano na época, e classificou o Palmeiras à decisão da Libertadores de 2000 - competição na qual o time acabou como vice-campeão.

Ídolo consolidado dentro do clube, Marcos atingiu o Brasil inteiro em 2002. Goleiro de confiança do técnico Luiz Felipe Scolari, o representante palmeirense vestiu a camisa 1 da Seleção Brasileira e teve participação fundamental na conquista do pentacampeonato, especialmente na decisão contra a Alemanha.

As grandes atuações despertaram o interesse europeu. O Arsenal, depois de conhecer o goleiro palmeirense na Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul, buscou a contratação de Marcos. Entretanto, na contramão do futebol moderno de negócios, o jogador rejeitou a proposta e seguiu na instituição alviverde, apesar do rebaixamento à Série B do Brasileiro em 2003.

Marcos passou pela pior crise da história palmeirense sem ter o respeito adquirido durante o fim da década de 90. O jogador seguiu convivendo com lesões, alguns vexames (como a goleada de 7 a 2 para o Vitória, pela Copa do Brasil de 2003, no Palestra Itália) e grandes atuações. O último título conquistado pelo camisa 12 no único clube da carreira foi o Campeonato Paulista de 2008.

FICHA TÉCNICA

Nome: Marcos Roberto Silveira Reis
Posição: Goleiro
Cidade de nascimento: Oriente (SP)
Nascimento: 4 de agosto de 1973
Altura: 1,93 m
Camisa preferida: 12
Jogos pelo Palmeiras: 530
Jogos pela Seleção Brasileira: 29
Clubes: Palmeiras
Títulos: Campeonato Brasileiro (1993 e 1994); Campeonato Paulista (1994, 1996 e 2008); Copa do Brasil (1998); Copa Mercosul (1998); Copa Libertadores (1999); Torneio Rio-São Paulo (2000); Copa dos Campeões (2000); Campeonato Brasileiro Série B (2003).

Pela Seleção: Copa América (1999); Copa do Mundo (2002) e Copa das Confederações (2005)

Marcos passou por diversas fases durante as quase duas décadas de Palmeiras
Marcos passou por diversas fases durante as quase duas décadas de Palmeiras
Foto: Getty Images
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