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Diretor do Palmeiras protesta e lembra de final contra o Corinthians

23 mar 2019
20h47
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A imprensa aguarda o técnico Luiz Felipe Scolari para a tradicional entrevista coletiva pós-jogo nesse sábado quando um dos assessores do Palmeiras informou que Cícero Souza, diretor de futebol do clube, falaria antes do técnico. A intenção era externar, não só via redes sociais, o inconformismo com as decisões da arbitragem durante o empate com o Novorizontino por 1 a 1 no primeiro duelo válido pelas quartas de final do Campeonato Paulista.

A maior reclamação diz respeito ao eventual toque de braço de Murilo na origem do gol marcado por Cléo Silva, ainda no primeiro tempo.

"Nada do que vai ser dito aqui tira o mérito do Novorizontino, que tem um trabalho muito bem feito, não é à toa que é a terceira vez que a gente vem aqui enfrenta-los no Paulista", iniciou o dirigente, antes de elevar o tom de voz.

"Mas, olhando para o lado do Palmeiras, fazendo reflexões, se faz necessário uma manifestação. Tivemos dois lances que marcaram o início da utilização do VAR, ambos a mesma situação, o braço, ambos em situações de gol, e o lance que nos tiraria a possibilidade de não tomar o gol sequer foi revisto. E a decisão foi para que se mantivesse a decisão campo", continuou Cícero.

"Quando foi o Palmeiras, a determinação do mesmo VAR foi de consultar, a revisão. É nítido, pelos ângulos das revisões. O jogador Murilo, do Novorizontino, gira o corpo, ajeitando a bola com o braço, se beneficiando para a conclusão a gol".

Não sobraram reclamações diretas contra os chefes da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, desafeta declarada do Palmeiras há pelo menos um ano. Tudo por causa da última final do Estadual, quando o clube alviverde perdeu o título para o Corinthians dentro do Allianz Parque. Naquela ocasião, a diretoria verde acusou interferência externa no pênalti revogado para a equipe da casa.

"Muito admira um clube que sempre se fez a favor da utilização do VAR se sentir prejudicado no início (do uso do recurso). A mim não surpreende, porque na final do ano passado, quando não havia VAR, o diretor de arbitragem foi o VAR da partida. Se é esse mesmo diretor responsável por qualificar essa equipe aqui hoje, a gente começa entender as atitudes", rebateu Cícero Souza.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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